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Este espaço é dedicado à região, de onde é originário o autor deste site.

É realizado um relato histórico da região e os aspectos mais relevantes a nível cultural.

 

Caracterização da Região  |   História de Chaves

 

Ponte Romana
 

 Cidade de Chaves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caracterização |Topo

 

Chaves é uma cidade localizada na zona norte de Portugal, O município é limitado a norte pela Espanha, leste pelo município de Vinhais, a sueste por Valpaços, a sudoeste por Vila Pouca de Aguiar e a oeste por Boticas e Montalegre. O vale de Chaves ocupa uma área de 25 km² ou 2500 hectares. Tem cerca de 8,5 Km de comprimento e cerca de 3 km de largura. Vai desde a Ponte de Arcossó até à Povoação de Pereira de Veiga. É banhada pelo Rio Tâmega, aliás quase todo o vale fica situado na sua margem esquerda e delimitada por montes e serras. A leste defronta-se com a Serra do Brunheiro (919 metros) e com a terminação setentrional da Serra da Padrela; a oeste limita-se com uma série de pequenas elevações de terreno, que servem de alicerce à Serra de Bustelo, a qual por sua vez, serve de contraforte à Serra do Larouco e ao planalto de Barrosos. A norte está a Serra de Mairos que se expande para Espanha atingindo aí 1083 metros e a Sul está separado pela Ribeira de Oura por um conjunto de colinas que se prendem ao Brunheiro, no lugar de Pêto de Lagarelhos.

Quase todo o concelho é tradicionalmente agrícola. Aqui cultivam-se batatas, centeio, hortaliças, árvores de fruto e vinha. A Veiga de Chaves, com os seus solos férteis, atravessada ao meio pelo Rio Tâmega e os seus solos banhados pelas águas das Caldas. Chaves encontra-se numa conhecida falha sísmica que atravessa o norte e centro do país. Esta falha de Penacova-Régua-Verín, é uma falha activa com movimento de desligamento e uma extensão longitudinal de cerca de quinhentos quilómetros, permitindo a sua interligação com outras falhas, a ocorrência de fenómenos hidrogeológicos, tais como nascentes minerais e termais

A exploração das águas de Campilho e de Salus Vidago na Vila de Vidago, e a exploração das águas das Caldas ou Termas, bicarbonatadas, sódicas, gaso-carbónicas, silicatadas e levemente fluoretadas que brotam a uma temperatura de 73 °C, na cidade de Chaves, dotando o Concelho de potencialidades hídricas ímpares no contexto nacional e de projecção no plano internacional.

As relíquias gastronómicas da região são o Folar, os Pasteis, o Presunto e os enchidos.
Presunto e Folar de Chaves Pasteis de Chaves


 



 

 

 

 

Resumo Histórico | Topo

O Concelho de Chaves apresenta, no “corredor” Chaves – Vila Pouca de Aguiar, vários vestígios de fixação pré-histórica.

Estão registados indícios, embora em número reduzido e em estado degradado, das eras pré-megalítica e megalítica, como inscrições em pedras de granito e monumentos funerários.

Em relação aos povos contemporâneos da Idade do Cobre e Bronze registam-se na zona vestígios da sua ocupação e fixação, formando povoados castrejos, entre eles o famoso Castro de Curalha ou o do Outeiro Machado. Estão geralmente localizados em locais de altitude elevada, com boa visibilidade e perto de regatos. Estas características proporcionavam uma maior segurança.

Os núcleos populacionais dos Castros da região foram recebendo influência cultural da zona litoral oeste e mais tarde, do sul da península e a sua cultura mediterrânica, assim como dos povos indo-europeus que pelo período Idade do Bronze e do Ferro foram chegando.

Citânia de BoticasForam encontradas provas de exploração de recursos mineiros e peças ornamentais em ouro e estanho. Na metalurgia regista-se utensílios de uso doméstico, espadas curtas e facas, ainda em bronze e cobre. O uso do ferro é introduzido com a chegada dos Romanos. Os tamaganos (em latim tamagani) eram o povo pré-romano que vivia nas margens do rio Tâmega, na zona de Chaves e de Verin.

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Segundo indicações dos Romanos, a organização das comunidades por essa altura verifica-se em grandes povoados chamados “civitates”. Plínio enumera 24 na região norte, 10 das quais na zona do alto Tâmega e regiões envolventes, registadas no Padrão dos Povos na Ponte romana de Chaves.

Não existem outros grandes registos dos povos que habitavam a área. Sabe-se que o povo da zona norte seria o Ártabro. Estrabão regista na zona vários grupos pertencendo a povos como os Turodos. Este povo ergueu na margem direita do rio Tâmega uma citânia que se foi desenvolvendo devido ao vale fértil. Segundo registo, um dos centros de desenvolvimento mais significativo encontrava-se em Castro de Avelãs – Bragança, onde encontravam os Zoelas.Banhos Romanos

A invasão romana da península Ibérica iniciou-se no contexto da Segunda Guerra Púnica (218 a.C.-201 a.C.), quando as legiões romanas, sob o comando do cônsul Cneio Cornélio Cipião, para ali se movimentaram tacticamente, a fim de atacar pela retaguarda os domínios de Cartago na região.

Depois de pelo ano 100 a.C. os Romanos ocuparem regiões mais a norte, e aproveitando o castro pré-romano existente, a localidade foi sendo ocupada. A actual Chaves foi importante centro urbano conforme também o testemunham os vestígios arqueológicos. A partir do ano de 78 d. C. tornou-se sede de município fundado por Tito Flávio Vespasiano, que a denominou Aquæ Flaviæ, em homenagem à excelência das águas termais em que a região é abundante. Para unir as duas margens do rio, cortado pela estrada romana que unia Bracara Augusta (actual Braga) e Asturica Augusta (Astorga, hoje na Espanha), foi erguida a Ponte de Trajano, datada do século I. Acredita-se que também dataria deste período a primeira muralha envolvendo a povoação, circunscrita ao centro histórico da actual cidade, onde foi erguida a Igreja Matriz. Alguns arcos da ponte romana ficaram soterrados para efectuar as construções que ali se implantaram. Ainda hoje se podem ler duas inscrições colocadas em duas colunas a montante e a jusante da Ponte Romana. A primeira diz que “Imperando Cesar Nerva Trajano Augusto Germanico Dacico, pontifice máximo, com poder tribunício, cônsul a 5ª vez, paePonte Romana da patria, os aquiflavienses trataram de fazer à sua custa esta ponte de pedra”; a Segunda diz que “”Imperando Cesar Vespasiano Augusto, pontífice máximo, com poder tribunício a décima vez, imperador a vigésimo, pae da patria, cônsul a nona vez, imperando também Tito Vespasiano Cesar, filho do Augusto, pontífice, com poder tribunício a oitava vez, imperador a decima Quarta, cônsul a sétimo (...) sendo legado do Augusto o propretor caio Calpetano Rancio Querinal Valerio Festo e sendo legado do Augusto na Legião Sétimo, Decio Cornelio Meciano e procurador do mesmo Augusto, Lucio Arruncio Maximo, a Legião Sétimo Gemina Feliz e dez cidades, a saber: os Aquiflavienses, os Aobrigenses, os Bibalos, os Coelernes, os Equesos, os Interamnicos, os Limicos, os Nebisocos, os Quarquernos e os Tamaganos (...)”.

Uma das razões pela qual os romanos deram especial importância a esta região, foi a de que Trás-os-Montes e Galiza forneciam anualmente cerca de 6.000 quilos de ouro a Roma. Isso explica também a forte presença militar (a sétima legião tinha assento em Chaves) para assegurar a exploração e o transporte de tamanha riqueza para a sede do Império. A cidade e região ocupavam lugar de destaque nas zonas de influência romana, o que favoreceu o seu desenvolvimento económico e cultural.

A partir do sec. III, com o declínio do Império Romano e a incursões Barbaras, puseram termo à colonização romana. Os Suevos (povo germano), chegaram à Península Ibérica em 409, juntamente com outros invasores germânicos – vândalos, alanos e mais tarde os visigodos – cruzaram os Pirenéus, e fundaram um reino, com capital em Bracara Augusta, o qual, na sua máxima extensão, englobava a totalidade da província da Galécia e a parte norte da Lusitânia, até ao Tejo.

Os suevos invadiram, em 26 de Julho de 440, a cidade de Chaves. Aquæ Flaviæ não tinha a mesma importância estratégica e económica para o Suevos que teve com os Romanos. A cidade teve um declínio e as guerras entreChaves - Igreja Remismundo e Frumário (Suevos), na disputa do direito ao trono, tiveram como consequência a quase total destruição da cidade, a vitória de Frumário e a prisão do Bispo Idácio, (em 427 é consagrado Bispo de Chaves) quando se encontrava na catedral. Restituíam-no à liberdade. Então, em 431, deslocou-se à Gália à frente de uma embaixada hispano-romana, a fim de requerer do general Flávio Aécio (então o mais importante general do Império Romano do Ocidente e representante do governo imperial na Gália) ajuda contra os Suevos. Dez anos mais tarde falecia na vila de Chaves. Ficou muito conhecido pelos tempos fora e ainda hoje, quando se fala de Chaves, se recua ao Bispo Idácio, para nele começar a história da cidade. É que para além da sua influência religiosa, deixou uma obra escrita, em forma de Crónica, ou seja, a história dos acontecimentos mais importantes no mundo, muito especialmente na Península Ibérica, entre 379 e 469.

 

Em 585 os visigodos destroçaram os suevos e capturaram seu rei, Andeca. O reino suevo foi anexado pelo Reino Visigodo de Toledo, mas provavelmente subsistiu um certo grau de autonomia. Segundo as crónicas de Afonso III, enquanto Égica governava o reino dos godos Vitiza governava o reino dos suevos.   

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Por volta de 711 os Muçulmanos invadiram a península pelo sul e rapidamente chegou às regiões mais a norte. Em 714 as forças Omíadas invadem da Galiza a Chaves num movimento tenaz. As forças Muçulmanas lideradas por Musa entram por Chaves e tomam as localidades de Vila Real e Viseu. Na zona do alto Tâmega e nas restantes zonas limítrofes, as populações foram abandonando os seus locais de residência e dirigiram-se para zona mais a norte. No entanto os árabes não permaneceram muito tempo na região, possivelmente devido ao clima agreste.

Os núcleos que permaneceram mais a norte foram iniciando um período de reconquista das terras perdidas. Em 750 os militares cristãos de Afonso I tomaram Braga, Porto, Gaia e Viseu. Na volta para a Galiza tomaram a vila de Chaves e realizaram a sua parcial reconstrução. Não sendo uma tomada efectiva serviu para mostrar a importância dada à região e a pretensão de a tomar em definitivo.

Em 868 promoveu-se a deslocação de nobres à região como Odoário conde de Lugo, e Vimara Peres que havia conquistado o Porto, para repovoar a região. Em 888 volta a ser conquistada mas posteriormente perdida para os Mouros.

No século XI, D. Afonso III, rei de Leão,   a resgatou, mandou reconstruir, povoar e cercar de muralhas. Este trabalho só tem conclusão com Sancho I de Portugal. A partir deste momento Trás-os-Montes é um conjunto de terras: Barroso, Chaves, Montenegro, Aguiar e Panóias (até ao Douro). Chaves era conhecida como Xavias sendo a terra de Vímara Gondezindes em 1070 passando para Fernão Mendes o Braganção no reinado de Afonso VI. Este incluiu a povoação de Chaves no dote da princesa Teresa de Leão e Castela, quando a casou com o conde D. Henrique de Borgonha (1093),

Em 1129 os Mouros voltam a fazer investidas na região e ocupam de novo a região.

Foi então por volta de 1160 que Chaves integra o país, que já era Portugal, com a participação dos lendários Ruy Lopes e Garcia Lopes, ao serviço de D. Afonso Henriques, ligados à história da terra, passando a ter o apelido de Chaves.Castelo de Santo Estevão - Chaves

Apesar da vila de Chaves não ter a importância que demonstrou no tempo romano, a sua localização estratégica era fonte de desejo de posse. Do outro lado da margem do Tâmega, uns Kms a montante do rio, desenvolvia-se a vila de Santo Estêvão. Pertencente a Leão e posteriormente incorporada no Condado. Estas terras passaram de novo para Castela após o desastre de Badajoz mas D. Sancho I recuperou-as. Este mandou construir o castelo de Santo Estêvão para defesa e tornou-a sede de Tenência de Montenegro.  

Em 1221 (1219) D. Afonso IX de Leão juntamente com D. Teresa de Portugal ocupam Chaves, esta, mais tarde recapturada por D. Afonso II em 1231, celebrando-se o Acordo de Sabugal, entre D. Sancho II e Fernando III, pelo qual Chaves é devolvida a Portugal.

 

 

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Em 1250 Afonso X de Castela reclama o direito sobre os Castelos do Algarve e queixa-se ao Papa de Sancho II. O assunto ficou resolvido em Chaves (1253) com um acordo cujo documento se desconhece e em que se previa a partilha do Algarve pelos dois monarcas, ao mesmo tempo que se fixa o casamento do rei de Portugal (ao mesmo tempo que é casado com Matilde de Bolonha) com Beatriz, filha bastarda do rei de Castela. São definidas as fronteiras entre os dois países. Nesse ano realizou-se em Chaves o casamento de D. Afonso III com a sua sobrinha D. Beatriz, filha de Afonso X, o Sábio; foi o Bolonhês quem concedeu à povoação o seu 1º foral, a 15 de Maio de 1258.

Afonso III formou concelhos, entre eles o de Chaves. Mandou também povoar Vila Real, Montalegre e Mogadouro.

Em 1312 D. Dinis reconstruiu a Torre de Menagem para estabelecer uma forte defesa, a Câmara, a Cadeia e a igreja Matriz.

Em 1350 Chaves obteve um novo Foral, desenvolvendo-se substancialmente por essa época.

Na crise de 1383-85 a praça militar da vila, influenciada pelos Castelhanos tomou partido destes na pretensão ao trono de Portugal. Depois de D. João I se tornar rei procedeu à reaquisição das possessões perdidas. Chaves foi uma delas. Depois de sitiar a vila e bloquear o fornecimento de água o rei pediu reforços a sul para poder tomar a fortificação que se debatia. O governador da vila Martim Gonçalves, pediu ajuda ao Rei de Castela, que lhe agradeceu a dedicação mas não estava em condições de o ajudar devido à derrota em Aljubarrota. Martim Gonçalves abandonou o Castelo e dirigiu-se para a Galiza sem que João I o tivesse prendido, como tinham acordado.

O Rei João I doou a vila a D. Nun’Alvares Pereira (herói de Aljubarrota) sucedendo-se depois de algumas insurreições para que a vila não fosse doada, mas o rei não cedeu. Em 1409, a pedido de D Afonso seu filho, o rei concedeu a feira franca à vila de Chaves.

No entanto, a população não se fixava de forma consolidada e foi necessário criar o couto de homiziados de Chaves em 1412, para fixar população (por vezes este estabelecimento de população era realizado por reclusos que receberiam perdão das penas em troca da fixação de um período de tempo estabelecido). D. Afonso, filho de João I casou com Dª Brites Pereira, filha de D. Nun’Alvares Pereira. Assim, o filho do monarca tornou-se o 8º Conde de Barcelos e 1º Duque de Bragança e recebeu a vila de Chaves e o seu Castelo. Viveu ali muitos anos e criou a Congregação da Cavalaria de São João Batista. Morreu em Chaves 1461 e aqui foi sepultado.

Chaves - Séc. XVI

Em 1462 D. Afonso V doou Chaves e Monforte ao conde de Autoguia – D. Martinho de Ataíde.

 

Já no tempo de João II os alcaides foram obrigados a prestar menagem ao rei, por traição do duque de Bragança, acto que ofendeu a Casa de Bragança que governava a região. O rei deslocou-se a Chaves 1483 e prometeu a liberdade da vila e a reposição a ordem.

 

Em 1488 foi impressa, provavelmente em Chaves, uma versão portuguesa do Sacramental de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, foi impresso o Tratado de Confissom. O Sacramental é uma obra de pastoral redigida por Clemente Sánchez de Vercial em 1423. Teve uma grande expansão na Península Ibérica, quer manuscrita, quer impressa. Conhecendo-se mais de uma dezena edições entre finais do século XV e meados do século XVI, altura em que foi colocada no Index dos livros proibidos. O Sacramental é um relato pormenorizado da forma de vida do homem medieval em todos os momentos, com temas como a alimentação, as relações familiares e sociais, a relação com o mistério de Deus e o sagrado, o trabalho, o descanso, a saúde, a doença e a sexualidade, tornando-o um documento precioso para o estudo da sociedade medieval.

Desta forma a impressão tipográfica ou mecânica, em língua portuguesa entrava em Portugal por Chaves. Só na década de noventa do século XV seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.

O poeta espanhol Tirso de Molina escreveu a comédia La Gallega  Mari Hernandez  rerata as aventuras do português D. Álvaro de Ataíde e a sua paixão por D. Beatriz, Marquesa de Chaves.

A casa de Bragança dominaria de novo os territórios, no tempo de D. Jaime 4º Duque de Bragança.

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Após a morte de D. Sebastião e ainda antes de Filipe I subiu ao trono de Portugal, o Conde de Monterrey (Verin) D. Gaspar de Azevedo, tratou de castigar alguns habitantes de Chaves devido ao apoio a D. António Prior do Crato. Invadiu e ocupou Chaves com um enorme exército. Rui Lopes de Sousa, capitão-mor da vila foi preso. Muitos habitantes fugiram e outros adaptaram-se à nova ordem, por tempo da dinastia filipina.

Em 1640 e após a restauração da independência, foram restabelecidas fileiras militares em Chaves, Montalegre, Bragança e Monforte. Os militares marcharam sobre Verín para tomar Monterrey mas esta acção não chegou efectivar-se.

No sec. XVII foram mobilizados para a região grandes estrategas militares europeus para tornar a cidade uma grande praça defensiva do norte, depois de grande destruição nas guerras da Restauração. A grande presença de militares transformou a região proporcionando algum desenvolvimento. Em 1662 procedeu-se então à construção do Forte de São Francisco. Procedeu-se também à construção de baluartes em volta das muralhas do castelo, embora muitas não tivessem sido acabadas. Construiu-se o Forte da Madalena na margem esquerda do rio para tornar seguras todas áreas. Posteriormente em 1664 foi construído o Forte de São Neutel para servir de apoio ao de São Francisco.

 

Foi construído o Convento de São João de Deus que posteriormente se transformou em Hospital Real. Aqui, o médico Real de D. José I instituiu o curso de Medicina que se manteve até às Invasões Francesas. O curso tinha a duração de 5 anos e abrangia várias áreas referentes à medicina. Em 1789, no reinado de D. João V, foi construída a Igreja de S. João de Deus, na freguesia da Madalena.

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Em 9 de Maio de 1808, o príncipe regente de Portugal, no Brasil, declarava nulos todos os tratados de Portugal com a França, declarando guerra aos franceses e amizade ao seu antigo aliado, a Grã-Bretanha. No Porto, em 6 de Junho, vai abrir-se um período de revoltas populares contra a ocupação francesa, em resultado das quais as populações de Chaves, Miranda, Torre de Moncorvo, Ruivães, Vila Real, entre outras, responderam imediatamente à chamada. Sob o comando do tenente-general Sepúlveda o movimento de Trás-os-Montes voltou ao Porto, onde foi nomeada a Junta Provisional do Supremo Governo do Reino (1808), sob o comando do bispo do Porto, D. António de Castro.

Enquanto em Portugal se lutava contra a ocupação francesa, Napoleão mantinha no trono espanhol o seu irmão José Bonaparte. Os espanhóis, em revolta contra os usurpadores franceses, obtêm apoio das tropas britânicas estacionadas no norte de Portugal. Sob o comando de John Moore, os Britânicos passam a fronteira no início de 1809, para serem derrotados, na Corunha, pelo Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult. Obrigadas a retirar, deixaram a descoberto a fronteira com Portugal, permitindo a Soult, invadir o país pela fronteira de Trás-os-Montes e Alto Douro (Chaves) em Março de 1809, avançando até à cidade do Porto, cidade que ocuparam a 24 desse mês, fixando fronteira no rio Douro. Em Maio desse mesmo ano, tropas Luso-Britânicas sob o comando do General Arthur Wellesley e do comandante-em-chefe o Marechal William Carr Beresford, venceram a chamada batalha do Douro, reconquistando a cidade do Porto (29 de Maio) e expulsando o invasor, que se retirou para a Galiza. Seguindo para o sul, as tropas de Wellesley travaram a batalha de Talavera em território espanhol e regressaram a Portugal.

A Convenção de Chaves é o acto oficial que marca, após os vários episódios bélicos no século XIX em Chaves e o combate de Ruivães, o fim da revolta cartista de 1837, mais conhecida por Revolta dos Marechais. A Convenção de Chaves foi celebrada a 20 de Setembro de 1837 e assinada a 7 de Outubro de 1837, ficando as tropas sublevadas à disposição do governo. Os oficiais revoltosos manteriam os seus postos, mas seriam pagos de acordo com a tarifa de 1719. Os chefes da revolta, marechal Saldanha, duque da Terceira, duque de Palmela, José da Silva Carvalho e Mouzinho de Albuquerque abandonam o país

Em Chaves travou-se a 8 de Julho de 1912, o combate entre as forças monárquicas de Paiva Couceiro e as do governo republicano chefiadas pelo coronel Ribeiro de Carvalho, do qual resultou o fim da 1ª incursão monárquica.

Em 1921 é inaugurada a linha de caminho de ferro Régua-Chaves.

Chaves é elevada à categoria de cidade em 12 de Março de 1929, por decreto do presidente da república Marechal Carmona.

Termas de Chaves

Termas de Chaves

 

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