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Descobrimentos/Enigmas  

neste site


  Nesta secção pretende-se expor alguns temas que não estão completamente comprovados, ou que já estando, não tendem a

ser aceites por alguns, como factos reais. São temas relacionados sobretudo com os Descobrimentos e as consequências

da "Política de Sigilo" adoptada por Portugal na época dos Descobrimentos, não revelando as suas descobertas ao mundo...

- Viagens a Ocidente no sec. XIV

- Viagens a Ocidente no sec. XV antes de 1492

- Viagens a Ocidente no sec. XV depois de 1492

- Mapas e vestígios que provam viagens a Ocidente

   - Mapa de Cantino

   - Mapa Kunstman

   - Mapa de Waldesemuller

   - Pedra de Dighton

   - Torre de Newport

   - Forte de Ninigret

 

 

Criado em Abril/2008 | Actualizado em 19-07-2009| Mapa do site | Contacte-nos | Livro de visitas | O Projecto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro contacto com o continente americano sempre foi motivo de enigmas e controvérsias ao longo de todos os períodos históricos, muito embora porque é difícil conseguir provar, quem na realidade visitou aquele continente pela primeira vez.

Parecem não existir dúvidas que os Vikings lá estiveram por volta do ano 1000. O caso estaria resolvido se esse mesmo povo, tivesse comunicado ao mundo que ali existia um continente, se é que esse conceito já era aplicado e eles o tivessem percebido! Sendo assim, o conhecimento de terras a ocidente perdeu-se no tempo até que na Era Medieval (ou mesmo antes) foram documentadas viagens ao longo do oceano atlântico (muitas delas seguidas por rotas não planeadas e consequentes de tempestades e desafios da natureza). Embora existam tais relatos, não são muito explícitos. Aceita-se então, que o primeiro a chegar a tais terras foi Cristóvão Colombo, ao serviço da Espanha.

 

Reunindo informação variada, sobre registos não “reconhecidos oficialmente”, mas que em muitos aspectos apontam para a realização de viagens a zonas oeste do oceano Atlântico, explanaremos aqui esses registos de forma a apresentar informações sobre algumas dessas “possíveis viagens".

Os dados apresentados apontam a viagens em vários períodos do séc. XIV, registos em menor número e com destino menos preciso, face à vastidão do continente americano e aos registos pouco precisos. Depois são analisados registos de viagens em períodos do séc. XV, antes da viagem de Colombo. São ainda explanados registos de viagens nos sec. XV e XVI, mas ao próprio continente americano, uma vez que Colombo revelou ao mundo... um arquipélago.

 

Alguns textos expostos encontram-se numa linguagem da época em que foram redigidos, podendo assim parecer uma linguagem errada sob o ponto de vista gramatical.

 

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- Dados recolhidos do autor Assis Cintra

D. Diniz, que foi um grande rei, em 45 anos de governo preparara o então jovem reino de Portugal para a conquista dos mares e, com tal objectivo, nas terras de Leiria, fizera plantar uma verdadeira floresta de pinheiros e outras madeiras aproveitáveis nas construções navais. Assim, em 1322 a bandeira portuguesa já tremulava nas naves d'El-Rei. Foi neste ano que a majestade lusa mandou a Genova e Veneza, com amplos poderes para firmar contratos, um dos seus melhores ministros. Destas plagas foram para Portugal marinheiros práticos nas investidas oceânicas, e com eles o fidalgo genovez Manoel Peçanho, afamado capitão dos mares italianos. A este, D. Diniz conferiu o posto de almirante de sua frota galharda. Quis, porém, a sorte que ao rei académico não coubesse a glória de desencantar o misterioso Atlântico, conforme fôra o seu desejo. No seu leito de morte pediu ao filho que completasse o trabalho tão auspiciosamente principiado, e fizesse a grandeza e a fama de Portugal no desbravamento dos mares desconhecidos.

D. Affonso, cognominado o bravo, não se esqueceu do pedido paterno. Cercado de homens de grande valor, como o fidalgo Diogo Pacheco, o bispo do porto, e o almirante Peçanho, investiu contra o mistério dos mares. O fracasso de várias tentativas não o demoveu de sua ideia.

 

Às expedições sucediam-se expedições. Um dia aportou em Lisboa um dos capitães, Sancho Brandão. Desgarrando-se no "mar do ocidente", castigado por tempestades e impelido por uma corrente misteriosa, o capitão Sancho abordara uma nova terra, habitada por homens nus e opulenta em árvores de tinta vermelha. Tentara contorná-la, navegando para o norte. Não o pôde, porém descobriu mais ilhas. Carregando consigo alguns homens e algumas produções da terra, Sancho e seus marinheiros velejaram para Portugal, ansiosos para incrustarem na coroa portuguesa a glória do primeiro descobrimento nos mares do ocidente.

Afonso IV baptizou a grande ilha com o nome de "Ilha do Brasil", indicando que era o local onde encontrava-se a árvore pau-brasil.

 

Em 12 de Fevereiro de 1343, como era de praxe, comunicou ao Papa Clemente VI o grande acontecimento, em carta escrita por Montemor-o-Novo. E assim se expressou:
 

Diremos reverentemente à Vossa Santidade que os nossos naturais foram os primeiros que acharam as mencionadas ilhas do ocidente...  dirigimos para ali os olhos do nosso entendimento e, desejando pôr em execução o nosso intento, mandamos as nossas gentes e algumas naos para explorarem a qualidade da terra, as quais, abordando as ditas ilhas, se apoderaram, por força, de homens, animais e outras coisas e as trouxeram com grande prazer aos nossos reinos.

 

 

Juntou-se à carta um mapa da região descoberta e nele se vê a inscrição: "Insula de Brasil". Desde então os portugueses monopolizaram o comércio do pau-brasil. Tanto assim que, em documentos do século XIV constam os nomes Brasil ligado ao de Portugal. O "Brasil  de Portugal"... diziam os ingleses no fim do século XIV.

No ano de 1380 o vocábulo Brasil aparece na Inglaterra em versos:
 

He locketh as a sparhawk his eyen
Him nedeth not his colour for to dyen
With Brasil, no with grain, of Portugal

 

E em 1376...
  

... and Brasil of Portugali

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Os grandes mapas do século XIV, posteriores a 1343, inserem uma ilha no Oceano Atlântico, aproximadamente na posição actual da região nordeste da América do Sul e com uma configuração semelhante à desta. Isso significa que após o ano de 1343 a América do Sul foi explorada pelos portugueses e considerada uma possessão.

Em 1375, Carlos V, então Rei da França, determinou a um cartógrafo de Maiorca que copiasse o mapa português, com ordens de também corrigir e ampliar este mapa com base nas explorações efectuadas entre 1343 e 1375. Neste mapa encontra-se a tal "ilha", onde era encontrado o pau-brasil, com a conformação e posição aproximada da América do Sul.

No mapa-mundi de Ranulf Nyggeden, elaborado em 1360, também se encontra o desenho da América do Sul, citada como ilha.

A América do Sul também aparece em outras importantes cartas cartográficas, como a de Nicolao Zeno (ano de 1380), Bechario (1435) e Andrea Bianco (1436 e 1448). Este último oferece uma explicação que elucida perfeitamente o caso. Diz ele que a "ilha" está distante do Cabo Verde, no mar Atlântico, em cerca de 1500 milhas, ou seja, a actual distância aproximada do Cabo Verde até a região mais oriental da América do Sul.

No mapa de Pêro Vaz Bisagudo também apresenta a "ilha" do pau-brasil na distância de 1550 milhas do Cabo Verde. O bacharel João Martim, cosmógrafo  e médico da esquadra de Cabral, em carta ao rei de Portugal, datada de 01 de Maio de 1500, indica ao seu soberano procurar o "Mapa Bisagudo", que era muito antigo, diz ele, e onde se encontraria a localização verdadeira da terra na qual Cabral aportara, vejamos o texto original:
 

"Quanto, Senor, el sytyo desta terra mande vosa alteza traer um mapamundi que tyene pero vaaz bisagudo e por ahi podra ver vossa alteza el sytyo desta terra, em pero aquel mapamundi non certifica esta terra ser habytada ou no: és mapamundi antiguo."

 

 

Ou seja, a esquadra de Cabral não apenas estava se deslocando intencionalmente para o ocidente, aniquilando por completo a mentira de que estaria tentando contornar a África para chegar à Índia, como também conhecia a localização da América do Sul, o seu destino verdadeiro.

Em 2 de Março de 1450 o Infante de Portugal doou ao fidalgo flamengo Joe van den Berge, natural de Bruges, e vulgarmente conhecido por Jacome de Bruges, umas ilhas açorianas. No documento de doação há uma referência à "ilha", descoberta por Sancho Brandão.

As ilhas Flores e Corvo foram doadas em 1464 a uma senhora de Lisboa, D. Maria de Vilhena. O flamengo Guilherme van den Haagen, em nome da donatária, recebeu o documento de doação. Nesta também há uma referência à "ilha do pau-brasil".

No século XV se encontrava a atual América do Sul referenciada como ilha e com o nome Brasil ou Brandão.
Em alguns mapas do século XIV e XV encontra-se apenas a indicação de "Ilha de Brandam", aplicada à América do Sul. É o que se vê, por exemplo, no mapa de Paulo Toscanelli.

Com o nome "ilha do brasil" aparece no globo terrestre de Martim Behaim, elaborado em 1487 e reproduzido na Alemanha em 1492, antes do "descobrimento da América" (a reprodução é de Março e o descobrimento de Outubro).

 


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 ▪ 1436-Regista André Bianco (cartografo ao serviço de Portugal) nas suas cartas e no seu portulano as descobertas do Brazil ou Antilia, figurando este como se fosse uma grande ilha, Mar de Baga e Mar de Sargaços.

 ▪ 1447-Um navio parte do Porto e vai à Gronelândia onde os marinheiros desembarcam. (desconhecemos outros dados)

 ▪ 1448-Regista André Bianco nas suas cartas a existência do Brasil à distância precisa de 1500 milhas compreendidas entre as ilhas do Cabo Verde e o Cabo de S. Roque.

 ▪ 1452-Diogo de Teive e seu filho João descobrem a ilha das Flores e chegam à latitude da terra do Lavrador, não desembarcando pelo mau tempo no local.

 ▪ 1472-Descobre João Vaz Corte Real a Terra de João Vaz, ou Terra Nova, ou Terra dos Bacalhaus, na América do Norte.
As provas desta descoberta de João Vaz não escasseiam e encontram-se:
 

1.º-Na carta relativa à America do Norte do Atlas de Fernão Vaz Dourado, existente na Torre do Tombo, onde se lê, na parte referente à Terra Nova, a seguinte designação: _B. de João, Terra de João Vaz_.
 

2.º-No mappa-mundi do Atlas de Jomard, feito em pergaminho por ordem de Henrique II da França (1547-1559), onde a mesma designação para a Terra Nova se encontra.
 

3.º-No mappa-mundi de Mercator, do mesmo Atlas de Jomard, onde vem por extenso, designando a Terra Nova--_Terra de Joam Vaz_, _Rio de Joam Vaz_.
 

4.º-Num manuscripto feito entre 1672 e 1711 nos Açores, onde melhor se conheciam os descobrimentos de João Vaz, no qual é encontrada a seguinte referencia á doação de d. Beatriz a João Vaz: «Estando as cousas nesta forma, morreu o capitão Bruges, não deixando herdeiros. Chegaram então à ilha dois fidalgos que vinham de descobrir a _Terra do Bacalhau_; estes pediram a ilha a d. Beatriz, mulher do infante D. Fernando, por serviços que lhe tinham feito, lhes fizesse mercê da capitania da ilha Terceira, a qual ella lhe concedeu. A João Vaz Côrte Real, que era um destes fidalgos, ficou a de Angra.»
 

5.º-Finalmente, nestes trechos das _Saudades da Terra_, de Gaspar Fructuoso, nascido nos Açores em 1522: «João Vaz Côrte Real, primeiro capitão da ilha Terceira da parte de Angra, por serviços que fez a el-rei de Portugal nas guerras contra Castella, andando por _capitão de grossa armada_; do qual dizem que foi _tão grande aventureiro no mar que neste Reino não tem segundo_; e alguns querem dizer que descobriu a mesma ilha Terceira e _algumas partes do ponente e do Brazil, Cabo Verde_, onde foi o primeiro que houve vista da _ilha do Fogo_... e vindo, como atrás tenho dito, João Vaz Côrte Real do _descobrimento daTerra dos Bacalhaus que, por mandado de el-rei foi fazer_, lhe foi dada a capitania de Angra, da Ilha Terceira e da ilha de S. Jorge... Dizem alguns que Jacome de Bruges, primeiro capitão da ilha Terceira de Jesus Christo, era flamengo... e, estando-a povoando veio ter ahi João Vaz Côrte Real... e vinha do _descobrimento da Terra Nova do Bacalhau_ e o Jacome de Bruges o recolheu e lhe disse que lhe largaria metade da ilha, a qual acceitou, e depois Jacome de Bruges se foi para sua terra e desappareceu, de maneira que não tornou mais, e a infanta d. Beatriz, por vaga, deu a ilha ao dito João Vaz Côrte Real.»

 

Documentos posteriores ao desaparecimento dos dois irmãos, Gaspar e Miguel Corte Real, registam os seus feitos e os de seu pai João Vaz. Taes são: a carta régia de 17 de Setembro de 1506 e principalmente a 4 de Maio de 1567, de doação a Manoel Côrte Real, filho de Vasco Annes e neto de João Vaz, na qual se encontra a seguinte phrase: «seu pae e tios mandaram descobrir a Terra Nova».

Bartholomeu las Casas, amigo de Colombo e companheiro do genovês numa das suas viagens às Antilhas, na sua _Historia das Indias_, apontando ingénua e sinceramente as indicações que Colombo teve para ir às Antilhas, indicações, aliás, confessadas pelo próprio Colombo, cita, entre outras, as viagens dos Côrtes Reaes, empregando estas expressões: «Os Côrte Reaes que foram em diversos tempos buscar_aquella terra_.»

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 ▪ 1473-1484-Afonso Sanches descobre as Antilhas. Com base nas afirmações de Bartholomeu las Casas que escreveu «que alguns escriptores hespanhóes chamam Affonso Sanches e dão como natural de Cascaes, recolhido por Colombo em sua residencia na ilha da Madeira, ao sentir perto a morte lhe revelara o segredo e lhe dera por escripto os rumos e caminhos que tinham levado e trazido por carta de marear e pelas alturas e paragem aonde estava a ilha.»

Diz ainda Las Casas que, quando foi com Colombo ao primeiro descobrimento de Cuba, «os indios vizinhos daquella déram noticia de terem chegado a esta ilha Hespanhola outros homens brancos e barbados, como nós outros, _antes que nós outros não muitos annos_.»

 ▪ João V e Cristiano da Dinamarca organizam e realizaram viagens em conjunto ao ocidente.

 ▪ 1487-Viagem à América de Fernão Dulmo (flamengo) e João Affonso Estreito, acompanhados de Martim Behaim, que registou, depois, no globo terrestre que construiu e no mapa do erario real português, a existência da península da Florida, das Antilhas e do golfo do México.
 ▪ 1492-Descoberta, entre 30 de Janeiro e 14 de Abril, da terra do Lavrador, por João Fernandes Lavrador e Pedro de Barcellos.

(justificação)

Em 1499 fez D. Manuel doação a João Fernandes Lavrador da capitania da ilha ou ilhas que elle _descobrir ou achar novamente_. Não tendo meios para custear a expedição, João Fernandes Lavrador associou-se a Francisco Fernandes e João Gonçalves, escudeiros, naturaes dos Açores, e com tres negociantes inglezes de Bristol, os quaes, provavelmente, forneceram o capital preciso, e com elles obteve do rei Henrique VII da Inglaterra nova carta de doação das terras que descobrisse.

Ora, João Fernandes Lavrador, quando organizou a expedição, já sabia da existência da terra que _ia achar_ porque nella estivera com Pedro de Barcellos de Janeiro a Abril de 1492, e o fim de sua expedição com os negociantes de Bristol não era outro senão tomar posse da terra anteriormente achada.
 


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1495: Viagem dos navegadores João Fernandes, o Lavrador e Pêro de Barcelos à Groenlândia e "Terra de Lavrador".

 

 

1498: Viagem de Duarte Pacheco Pereira ao Atlântico Sul e exploração da costa americana ao norte do Amazonas.

Em 1498, D. Manuel mandou secretamente o capitão Duarte Pacheco Pereira explorar a América do Sul e verificar a sua posição astronómica. Duarte se reporta à D. Manuel nos seguintes termos:
 
 

"E por tanto, bemaventurado Principe, temos sabido e visto como no terceiro ano de vosso Reynado do hano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte oucidental, passando além da grandeza do mar ociano, honde he achada e navegada huma tam grande terra firme com muitas e grandes Ilhas adjacentes e ella que se estende a setenta graaos de Ladeza da linha equinocial contra o polo arctico...  
... por esta costa sobredita do mesmo circulo equinocial em diante por vinte e oyto graaos de Ladeza contra o polo antarctivo he achado nella munto e fino brasil, com outras muitas couzas de que os navios deste Reyno vem grandemente carregados."

 

Ao citar as coordenadas da terra com abundante e fino pau-brasil, Duarte Pacheco não deixa dúvidas que se tratava da América do Sul.

Duarte Pacheco regressou a Portugal e, posteriormente, serviu de guia na viagem de exploração de Pedro Álvares Cabral. Estranhamente (e misteriosamente) os livros de história brasileiros não citam a presença de Pacheco na expedição de Cabral.

Pêro Vaz de Caminha em sua carta de 1º de Maio de 1500 diz:
 

"... e assy seguimos nosso caminho por este mar, de longo, até terça-feira de oitavas de paschoa, que foram vinte e um dias de Abril, que topamos alguns signaes de terra."

 

Navegar "de longo", no linguajar da época, significava "atravessar". Assim a esquadra de Cabral saiu de Lisboa para atravessar o Oceano Atlântico e não para costear a África ou della se afastar ligeiramente com receio de calmaria, como conta a "história oficial brazileira".

Também cabe ressaltar que em nenhum momento do percurso a esquadra de Cabral foi atingida por tempestades que os impelissem à uma mudança no plano elaborado em Lisboa


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- Dados recolhidos (entre outros) dos autores Manuel Luciano e Manuel Rosa

Em 1424 surge em uma carta arquivada num museu londrino, gizada por um tal Zuane Pizzigano, cartógrafo italiano ao serviço de Portugal, ao que parece nascido e criado em Veneza. Nela aparece com exactidão reproduzida no Atlântico, a noroeste dos Açores um grupo de quatro ilhas com nomes de raiz portuguesa, denominadas Saya, Satanazes, Ymena e Antília que claramente vão coincidir com a Terra Nova e Nova Escócia de um lado e Avalon e, presumivelmente, a Ilha do Príncipe Eduardo, por outro, ilhas desconhecidas do mundo naquele tempo.

0 Prof. Armando Cortesão, depois de quatro anos de investiga­ção, revelou os seus estudos num livro escrito em inglês, The Nautical Chart of 1424, publicado pela Universidade do Coimbra em 1954.

 

Aspecto geral da Carta Náutica de 1424. Desconhecidas as 4 ilhas ao cento.

 

Para melhor se examinar a Carta Náutica do 1424, deve-se dividi-la  em quatro partes:

 

(1) Na extrema esquerda está a data do 22 de Agosto do 1424 e o nome do seu autor, o cartógrafo Zuane Pizzigano.

(2,3,4,5) A seguir, verticalmente, estão  as quatro ilhas: ao norte está uma pequena ilha em forma de quarto crescente chamada, (2)  Saya e logo por baixo uma grande com  o nome de,  (3)  Satanazes; mais a sul, outra ilha grande denominada, (4) Antília e a ocidente destas, outra ilha pequena chamada, (5) Ymana

No meio do mapa estão várias ilhas de tamanho pequeno que pertencem aos arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde. (todas descobertas por Portugal)

(D) E no lado direito da Carta Náutica estão  muito bem delineadas,  as praias ou costas da Europa e da África, desde a Irlanda até ao arquipélago de Cabo Verde.

 

A autenticidade da Carta Náutica de 1424 não é posta em causa devido aos aspectos topográficos nela expostos, típicos da época.

 

Na Carta Náutica de 1424 estão gravadas nitidamente a data de 22 de Agosto de 1424 e o nome do seu autor, Zuane Pizzigano, um cartógrafo italiano de Veneza. Apesar de o mapa ter sido feito por um italiano os nomes das quatro ilhas — Antília, Satanazes, Soya, e Ymana — estão escritos em português a testemunhar, portanto, a ida e volta de navegadores portugueses a Terras da América, antes de 1424!

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Devemos notar que Antília, ou Antilha, foi sempre uma palavra exclusivamente portuguesa. A palavra correspondente em italiano é Antiglia, mas o cartógrafo italiano, Zuane Pizzigano, usou a palavra portuguesa, certamente, a atestar que a referida ilha já era portuguesa. A palavra Antília é composta por “ante” que quer dizer “em frente de”, mais “ilha”. Portanto, Antília é uma ilha que está em frente de qualquer coisa, neste caso do Continente Americano.

 

Baías

Baseando-se na Lenda da Ilha das Sete Cidades ou Lenda da Antílha que serviu de remoto refúgio aos Sete Bispos da Península Ibérica, houve quem dissesse que as baías indicadas na Ilha Antílha desenhada na Carta Náutica de 1424, representavam o número exacto de bispos que fugiram...

 

De referir que as baías, tão bem desenhadas nas duas grandes ilhas na Carta Náutica de 1424, representam, sim, todas aquelas numerosas baías enormes, que se metem pela terra dentro e que existem hoje na Terra Nova e na Nova Escócia! 

 

É deveras impressionante comparar os cabos e as baías actuais da Terra Nova e da Nova Escócia com as baías e os  cabos representados nas Ilhas Antília e Satanazes! Mas curioso é notar o pormenor de que a Ilha Satanazes, correspondente à Terra Nova, tem muito mais baías, que se metem muito mais pela terra dentro, coincidindo exactamente com as características geográficas das costas da Ilha da Terra Nova!

 

 

É  muito importante compararmos os ângulos de inclinação da Terra Nova e da Nova Escócia com os ângulos  de inclinação das quatro ilhas desenhadas na Carta Náutica de 1424. Coincidência extraordinária! 

 

 

Ângulos de Inclinação

 

Outro lado fascinante que podemos observar na Carta Náutica de 1424, é o ângulo de inclinação formado entre a vertical e a horizontal (paralela  ao equador) com o eixo do comprimento das Ilhas Satanazes e Antília.

 

Na Ilha de Satanazes o ângulo é de 57 graus, praticamente o mesmo ângulo de inclinação da Terra Nova que  é de 60 graus.

Na Ilha de Antília  o ângulo  obtido com  a mesma técnica é  de 22 graus, mas na Nova Escócia é muito maior: 62 graus. Se há diferença numérica entre os ângulos devemos notar que há, no entanto, um denominador comum: todas as ilhas estão inclinadas para a Europa.

Com respeito á ilha de Saya estamos em crer que seja a representação da Península do Avalon, na Terra Nova, porque se não fosse o seu istmo tão estreito seria na realidade uma ilha.

Crer-se que a Ilha Ymana seja uma representação da actual llha do Príncipe Eduardo.

 

Se compararmos os ângulos do eixo de inclinação das ilhas das Grandes Antilhas — Cuba, Espanhola, Jamaica e Porto Rico — no Mar das Caralbas, verificamos que todas elas estão deitadas no seu maior eixo de comprimento paralelo ao equador e se têm alguma inclinação é virada para América Central e não para a Europa, como estão as Verdadeiras Antilhas Portuguesas no Canadá e desenhadas na Carta Náutica de 1424.

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Áreas 

É interessante compararmos a área de Portugal Continental com as áreas das ilhas Satanazes, Antília, Terra Nova e Nova Escócia.

A área de Portugal Continental é  de 34,340 milhas quadradas ou 88,940Km2. A área da Nova Escócia é  dé 21,425 milhas quadradas ou 55,490km2 e da Terra Nova é do 43,359 milhas quadradas ou 112,299km2.

 

É óbvio que os primeiros descobridores portugueses da Terra Nova e da Nova Escócia, ou seja das ilhas Satanazes e Antília, observaram muito bem que se tratava de ilhas de grande tamanho e portanto muito maiores do que as outras ilhas pequenas conhecidas no Atlântico tais como Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.

 

Devemos notar também que o nome de Satanazes ou Ilha dos Diabos dado à Terra Nova, foi um nome bem escolhido pelos portugueses, porque descreve as condições diabólicas que ainda hoje ali existem para a navegação marítima, devido aos nevoeiros cerrados, marés extremas (de 60 pés!) e as perigosíssimas montanhas de gelo ou “icebergs”, capazes de afundar navios como aconteceu ao maior paquete mundial, o “Titanic”. (de Manuel Luciano Silva)


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Este mapa é considerado anónimo mas hoje sabemos que foi feito por um cartógrafo português em Lisboa em 1502. No canto esquerdo inferior tem uma legenda que diz o seguinte: “Dono Alberto Cantino, ao Sr. Duque Hércules”. Isto é o princípio da atribulada história deste mapa.

É agora do conhecimento geral que Alberto Cantino era um espião italiano em Lisboa nos fins do século XV e princípio do século XVI. Ele era um espião tão esperto e eficiente que chegou a ser secretário particular do Rei D. Manuel I. O facto mais demonstrativo são as duas cartas de espionagem que ele escreveu para o Duque d’Este, então Duque de Ferrara, descrevendo todos os detalhes da viagem de regresso que Gaspar Corte Real fez a Terra Nova em 1501. Nestas cartas datadas em Lisboa em 17 e 18 de Outubro de 1501, o próprio Cantino afirma em ambas que ouviu tudo directamente porque “estava na presença ao Rei“ quando Gaspar Corte Real ( filho de João C. R.) fez a sua apresentação ao monarca português!
Pois foi este mesmo Alberto Cantino, agente secreto de Hércules d’Este, ao tempo, Duque de Ferrara, que tinha sido enviado para Lisboa para colher informações sobre os descobrimentos portugueses porque já naquele tempo tinham muita fama e causavam muita inveja por toda a Europa.

Mapa de Cantino

Com o pretexto de vir a Lisboa negociar em cavalos, Cantino conseguiu subornar um cartógrafo português que lhe fez uma carta náutica com toda a informação geográfica secreta nos arquivos da Casa da Índia em Lisboa. Pagou um elevado preço pelo planisfério: doze ducados em ouro!

Sabe-se por outra carta assinada por Cantino que ele enviou este mapa ao seu patrão, Duque de Ferrara, no dia 19 do mês de Novembro de 1502, a qual terminava da seguinte forma: “ a carta (o mapa) é di tal sorte, et spero che in tal manera piacerà a V. Exa.” Tradução “Este mapa é de tal qualidade que eu espero venha a ser de muito agrado a Vossa Excelência”.

O Planisfério de Cantino esteve durante cerca de 90 anos na Biblioteca Ducal até que o Papa Clemente VIII o transferiu para outro palácio em Modena. Mas este mapa teve pouca sorte porque devido aos motins de 1859 desapareceu até ser encontrado a servir de forro num anteparo duma salsicharia na mesma cidade de Modena. O Director da Biblioteca Estense foi chamado ao local e levou-o então para a sua Biblioteca onde se encontra desde 1868 até ao momento actual.

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O Planisfério de Cantino de 1502 é hoje considerado uma obra-prima da cartografia portuguesa e como carta geográfica é uma das mais importantes do mundo. É a primeira carta que representa o planisfério duma maneira mais completa: desde a Europa, América do Norte, Central e Sul, toda a África, a Ásia até ao Oriente.

É uma carta rica e com muito pormenor em topónimos. Mas a parte que nos interessa mais é a parte mais ocidental dos Açores, isto é, que diz respeito às Terras Americanas. Nesta região vemos ao centro uma linha perpendicular que é a Linha do Tratado de Tordesilhas de 1494 a dividir o mundo entre Portugal e Espanha. Esta linha imaginária foi traçada a 370 léguas a oeste da ilha mais ocidental do Arquipélago de Cabo Verde, por exigência do Rei D. João II.

Neste mapa vemos que a Terra Nova e o Brasil estão incluídos no hemisfério oriental, a metade da terra que pertencia a Portugal.


(1) Representa a Groenlândia com uma bandeira de Portugal com as Cinco Quinas.
(2) 'Terra Del Rey de Portugall,' representando a Terra Nova com os pinheiros do Canadá.
(3) Linha de Tordesilhas dividindo a esfera da terra entre Portugal e Espanha
(4) Açores
(5) Portugal Continental
(6) África
(7) Arquipélago Cabo Verde
(8) Ilha Hispaniola, hoje Haiti e S. Domingos.
(9) Ilha de Cuba
(10) Península da Flórida.(!)
(11) 'Las antilhas del Rey de castella'. Notar que nesta frase o nome antilhas está escrito bem claro em português e não em espanhol antilles.

 

Uma das grande surpresas está no nome Antilhas - por cima do. Estas ilhas no Mar das Caraíbas não são as Verdadeiras Antilhas. As Verdadeiras Antilhas são a Terra Nova, Nova Escócia e Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá, quase a duas mil milhas mais para o norte, referenciadas na Carta náutica de 1424.
O cartógrafo que fez o Planisfério de Cantino em 1502, ao baptizar as ilhas das Caraíbas de Antilhas, induziu a humanidade inteira, durante mais cinco séculos, especialmente historiadores, incluindo os cartógrafos portugueses entre eles o Armando Cortesão!!!

 

 

 

 

 


 

As Verdadeiras Antilhas estão desenhadas na Carta Náutica de 1424. Este documento foi profundamente analisado em pormenor pelo Professor Armando Cortesão e publicado num livro em inglês “The Nautical Chart of 1424”, editado pela Universidade de Coimbra em 1954. De mil exemplares existe o exemplar No. 232 Na Biblioteca-Museu de Luciano Silva, Vale de Cambra, Portugal.

Outra enorme surpresa é a inclusão da Florida! Esta só foi oficialmente descoberta pelos Espanhóis em 1513. No entanto, ela encontra-se neste mapa copiados dos mapas portugueses da época...

 


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Depois de publicar o seu livro ‘Os Pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton’, Manuel Luciano Silva recebeu uma carta de Londres onde perguntavam se para além dos mapas de Reinel de 1522; a Carta de Reinel de 1519 e também o Planisfério de Diogo Ribeiro de 1522, ele conhecia o mapa de Kunstmann de 1571! (entre outros que referem esta terra)

Dirigiu-se à Biblioteca de John Carter Brown, localizada em Providence, Rhode Island, a qual é considerada a melhor nos Estados Unidos da América em cartografia Antiga, e lá encontrou a colecção de mapas.

 

 

Mapa de Pedro Reinel  - Localizada a Terra Nova

 

Mapa de FernãoVaz Dourado em  1576 -Referência à terra de Lavrador e dos "Corte Real"


“A maior parte desta colecção foi coordenada pelo humanista Konrad Peutinger (1465-1547) e pelo impressor alemão Valentim Fernandes que se estabeleceram em Lisboa. Em 1715 Ignaz Peutinger ofereceu o que tinha sido acumulado pelo seu antecessor à biblioteca dos jesuítas em Augsburg; mas no princípio do século dezanove quando

 

Mapa de Kuntsmann

houve uma partilha da colecção uma parte ficou em Augsburg e a outra foi para Munique. Isto não quer dizer que todo o material de origem portuguesa tivesse sido coleccionado por Peutinger, como por exemplo o Atlas de Vaz Dourado que foi adquirido muito mais tarde. Mas esta carta anónima c. 1506 foi uma das adquiridas em Lisboa para a colecção do humanista de Augsburgo.


É geralmente conhecida como “Kunstmann III” porque a sua parte ocidental foi pela primeira vez reproduzida em 1859, num fac-símile a cores com o No. III, no célebre Atlas do sábio padre e historiador alemão Friedrich Kunstmann, que viveu alguns anos em Lisboa. Não há dúvida nenhuma que ela é genuinamente portuguesa.
O pergaminho em que esta carta estava desenhada media aproximadamente 87 x 117 cm. Nas suas maiores dimensões, e representava o Mar Negro, Mediterrâneo, Europa, metade da África e Atlântico com a Groenlândia, Terra Nova e costa do Brasil.
A sua característica principal é a representação da Groenlândia, Terra de cortte Riall e Brasil. Também é de notar que esta carta, a qual, como julgamos, se segue cronologicamente à de c. 1504 assinada por Pedro Reinel , é a segunda a mostrar uma escala de latitudes do Equador a 68 graus Norte. É também a segunda, depois de Reinel de c. 1504 a apresentar o novo tipo de rosa-dos-ventos com a flor de lis a apontar o norte, o que, conforme notou Heinrich Winter ‘foi introduzido pelos portugueses’ e ‘se tornou internacional”.
Aqui está uma foto do mapa Kunstmann feito por um cartografo em Lisboa em 1506 e preservado na Biblioteca de Augsburgo, na Alemanha, mostrando a terra do futuro Canadá, com o nome de “Terra de cortte Riall” ou Terra de Corte Real.
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O Mapa de Kunstmann
Aqui está a descrição deste mapa como aparece na Monumenta Cartographica Henriquina publicada em Portugal, em 1960:

Fig. No. 1--- Mapa de Kuntsmann
(1) Aponta a “Terra de cortte Riall” ou Terra de Corte Real
(2) Aponta para uma baía em forma de "8"
(3) Aponta para a linha de latitudes
(4) Aponta para a flor de lis indicando o No.

 

Examinado de muito perto o mapa de Kuntsmann notam-se "as duas baías ligadas pelo gargalo duma garrafa formando uma só baía em forma de um oito".

É de referir que o mapa de Kunstmann é uma cópia do mapa de Pedro Reinel feito em 1504 como foi explicado acima na Monumenta Geográfica Henriquina. O uso da rosa-dos-ventos pela primeira vez nos mapas feitos pelos cartógrafos portugueses com a flor-de-lis a indicar o Norte é muito importante porque a flor-de-lis era o símbolo do Rei D. João II e também passou a fazer parte da ornamentação da Coroa dos Reis Portugueses.


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Washington, 6 de Outubro de 2002 – Os portugueses viajaram pela costa ocidental da América Latina muito antes de 1513, quando o espanhol Fernando Balboa “descobriu” o Oceano Pacífico para os europeus ou da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães em 1519, diz o historiador e antigo analista da CIA, Peter Dickson.
Numa investigação que está a causar sensação entre os historiadores norte-americanos, Dickson disse que os seus estudos começaram quando pela primeira vez viu o chamado mapa de Waldseemuller elaborado em 1507 e em que o continente “América” aparece pela primeira vez, em honra do navegador Américo Vespúcio. De acordo com a história, esse mapa foi elaborado antes de navegadores europeus conhecerem a parte ocidental do continente americano banhada pelo Oceano Pacífico.Mapa de Waldseemuller

Mas Dickson, que viu o mapa pela primeira vez em 1995, disse ter ficado “imediatamente espantado” em como os pontos fundamentais geográficos do continente estarem correctos, não só na costa Atlântica como também na costa do Pacifico, em que os europeus alegadamente nunca tinham estado nessa altura.
Em estudos mais aprofundados, Dickson notou que o local onde o continente sul-americano faz um ângulo em direcção ao Pacífico e onde está hoje a fronteira entre o Chile e o Peru, está no mapa de 1507 localizado entre os 18 e 19 graus de latitude sul, virtualmente o mesmo local dos mapas de hoje em dia.

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“Quando vi esse ângulo fiquei verdadeiramente aparvalhado”, disse Dickson.
“Os meus estudos mostram que o local nesse mapa tem uma margem de erro de menos de meio grau. Como é que aqueles que elaboraram o mapa poderiam saber disso, se nunca ninguém tinha estado nessa zona?”, acrescentou.

Dickson, que embora tenha feito a sua carreira como analista da CIA é conhecido como um historiador especializado nas descobertas marítimas, falou na Biblioteca do Congresso sobre a sua teoria, segundo a qual por volta de 1500 Portugal patrocinou uma viagem secreta em que navegadores passaram pelo Estreito de Magalhães, dobraram o Cabo Horn e navegaram depois ao longo da costa ocidental do continente sul americano.
Dickson faz notar que subsequentes estudos que fez do mapa de Waldseemuller revelaram que as latitudes e longitudes do mesmo têm uma exactidão de cerca de 90 por cento. O mapa mostra também as montanhas dos Andes que não são visíveis da costa atlântica. O mapa não mostra contudo o ponto sul do continente americano, dando a impressão que não havia ligação entre o Atlântico e o Pacífico, mas Dickson afirma que isso poderá ter sido feito para proteger os interesses portugueses, que na altura não estavam interessados em que se soubesse da existência de uma possível nova rota marítima para as índias.

 

Referência no mapa de símbolos portugueses

 


O historiador norte-americano faz notar que um texto elaborado para acompanhar o mapa refere que o novo continente “está cercado por todos os lados pelo oceano, e que um globo fabricado pela mesma equipa que fez o mapa denomina o Oceano Pacífico com o nome de Oceanus Ocidentalis”, o nome dado na altura ao Oceano Atlântico. Para Dickson isto indica claramente que aqueles que elaboraram o mapa sabiam que os dois oceanos estavam ligados.

Para além disso um outro pequeno mapa feito no mesmo ano pela mesma equipa que elaborou o mapa de Waldseemuller, em 1507, mostra claramente o Cabo Horn no extremo sul do continente americano. (não sabemos qual)
Para Dickson os portugueses, depois de descobrirem o Brasil estavam a morrer de curiosidade” para saber “se havia outro caminho que pudesse constituir problemas para as suas rotas por África.
O mapa quer “proteger os portugueses” tentando evitar a verdade e escondendo a possibilidade de uma rota pelo sul do continente americano, acrescentou Dickson.
“Aqueles que fizeram o mapa não puseram todas as cartas na mesa”, acrescenta.
Dickson faz notar que o século XVI foi um período em que os conhecimentos de navegação “eram segredo de grandes valores, que davam vantagens enormes aos envolvidos na exploração marítima”.
Para Dickson, o provável comandante da viagem secreta pela costa acidental da América Latina foi o próprio Américo Vespucci, que até 1504 efectuou quatro viagens ao novo mundo, as primeiras duas a trabalhar para a Espanha e depois duas outras pelos portugueses.

Sabe-se que ao serviço dos portugueses Vespúcio viajou para o sul ao longo da costa atlântica da América do sul até ao Rio da Prata e descobriu também as ilhas da South Georgia, no sul do Atlântico.
O próprio mapa de Waldseemuller tem uma bandeira portuguesa no Rio da Prata.
Os responsáveis pelo mapa obviamente tinham contactos com Vespúcio, que morreu em 1515, por que deram o nome ao novo continente de América em sua honra.
John Herbert, director do Departamento de Geografia e Mapas da Biblioteca do Congresso, concorda que a informação poderá ter sido passada por Vespúcio pois Waldseemuller e os seus companheiros eram “cartógrafos de secretaria”.
“Não tinham a sua própria informação e tinham que a obter de outras fontes, disse Herbert, que fez notar que para além de darem o nome de América ao novo continente em honra de Américo Vespúcio, colocaram uma pintura da cara do navegador no topo do mapa e publicaram também um relatório das suas viagens.
Herbert -- que está a tentar angariar fundos para permitir à Biblioteca do Congresso comprar o Mapa de Waldseemuller—(Certificado de Nascimento da América) – diz que a teoria de Dickson de que os portugueses poderão ter viajado ao longo da costa ocidental do continente americano não pode ser rejeitada.
“Alguém tinha informação sobre a costa ocidental muito antes de Magalhães ou Balboa. Quem e como é que isso foi obtido é ainda algo para debate,” acrescentou
Observe que na parte superior do mapa de Waldseemuller aparece um quadro com uma pintura de Américo Vespucci e ao lado do mapa da América do Sul, indicando claramente o ângulo entre as fronteiras do Chile e do Peru.

Observe também que a junção das fronteiras do Chile com o Peru está a 19 graus de latitude sul. É verdadeiramente impressionante este pormenor geográfico correcto num mapa com a data de 1507.

 


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Pedra no local original

 A Pedra de Dighton e as suas gravações têm sido objecto de muita curiosidade e controvérsia durante mais de 300 anos. Durante séculos, enquanto a Pedra esteve na margem do rio, com a sua face exposta, vários indivíduos aproveitaram a oportunidade para adicionarem as suas iniciais e desenhos.
Até ao presente já foram apresentadas várias teorias. Todavia, baseado em desenhos, fotos das gravações e cotações dos vários historiadores, os painéis no Museu explicam as quatro teorias mais populares:
(1) Índios Americanos, (2) Fenícios, (3) Nórdicos ou Vikings e (4) Portugueses.
Explicações das 4 teorias na ordem cronológica como foram apresentadas ao público.
ao lado encontra-se Pedra de Dighton com as inscrições decalcadas a giz para melhor didáctica.
Bandeira no. 1 - Escudo Português em forma de "U"
Bandeira no. 2 - Cruz da Ordem de Cristo
Bandeira no. 3 - Escudo Português em forma de um "V"
Ao centro - O nome do Capitão. Miguel Corte Real
Data de 1511, com o algarismo 5 em forma de S maiúsculo.

A Teoria Portuguesa foi concebida em 1918 por Edmund Burke Delabarre, psicologista na Universidade de Brown, em Providence, Rhode Island, quando descobriu a data de 1511. "Eu vi-a, clara e indubitavelmente, a data de 1511. Ninguém até à data a viu ou detectou na pedra ou em fotografia, mas uma vez vista a sua presença genuína não pode ser negada". (2 de Dezembro de 1918).

 

 

Símbolos portugueses encontrados na Pedra Dighton

 


Com o conhecimento da data de 1511, Delabarre pesquisou a História da Europa e verificou que existem em Lisboa, Portugal, Cartas Reais afirmando o facto do navegador Corte Real ter feito uma segunda viagem à América do Norte em 1501 e nunca regressou a Portugal. Delabarre descobriu também o facto de Miguel Corte Real ter deixado Lisboa em 10 de Maio de 1502, à procura do irmão Gaspar, mas Miguel teve a mesma sorte e nunca mais voltou a Portugal.

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Em posse dos conhecimentos da História Portuguesa, Delabarre reveu todos os desenhos, pinturas e fotografias feitos por vários pesquisadores desde 1680 e afirmou que estavam gravados na Pedra de Dighton:
(1) Data 1511
(2) Nome do Capitão - Miguel Corte Real
(3) Escudo Português em forma de "V"
Em 1951, José Dâmaso Fragoso (natural de São Miguel, Açores) e professor de Português na Universidade de Nova Iorque, escreveu um artigo revelando: (1) a descoberta de três Cruzes da Ordem de Cristo, com as extremidades em 45 graus, e (2) o Escudo Português em forma de "U".

Em 1960, depois de uma análise profunda das pesquisas feitas por Delabarre e Fragoso, Manuel Luciano da Silva, médico em Bristol, Rhode Island, fez uma comunicação no Primeiro Congresso Internacional dos Descobrimentos, realizado em Lisboa, Portugal, onde revelou a sua descoberta da quarta Cruz da Ordem de Cristo e afirmou convictamente a Teoria Portuguesa. Da Silva fez uma análise comparativa das inscrições da Pedra de Dighton na América, com as inscrições irrefutavelmente portuguesas de outros Padrões Portugueses como a Pedra de Yelala, no Congo, África e como a Pedra de São Loureço no Siri Lanka, na Ásia. Da Silva concluiu a sua apresentação no Congresso Internacional assim:
"A semelhança entre estes padrões portugueses tantos milhares de milhas afastados uns dos outros é deveras impressionante. Todos têm gravações com o mesmo escudo das armas portuguesas, com a mesma Cruz da Ordem de Cristo e com o mesmo estilo de algarismo".
"Todos estes padrões foram gravados por navegadores que receberam o mesmo treino e instrução na Escola Náutica do Infante D. Henrique, em Sagres, Portugal."

Delabarre, Fragoso e Da Silva, cada um dedicou mais de trinta anos das suas vidas a investigar e a acertar a Teoria Portuguesa. Eles próprios examinaram, no local, muitas vezes a face da Pedra de Dighton, em alturas diferentes das marés, quer de dia quer de noite, com luz rasante.
As inscrições da Pedra de Dighton devem estudar-se de noite, com luz rasante ou tangencial. Não podemos usar o método do carvão radioactivo 14, porque a Pedra de Dighton não tem proteínas. Temos usado o material florescente, com luz preta, infra-vermelho, facho colimado, liquinografia, sonograma, radiografia, decalques, análise de actividade neutrónica, fotometria estereotipada, ‘laser beam’ e finalmente sabemos que se podem usar os computadores para estudar em três dimensões as fotografias com luz rasante da face da Pedra de Dighton. Esta é a técnica descoberta pela NASA no estudo das fotografias do planeta Marte.

Mas de todos estes métodos, o mais simples e o mais produtivo é, sem dúvida, o usado com luz tangencial de noite. Foram os engenheiros da Kodak em Rocherster, New York, que nos ensinaram este processo.
Só Portugal possui um escudo nacional em forma de um “U” e de um “V” e tem um tipo de cruz igual à Cruz da Ordem de Cristo com as extremidades em 45 graus.

Depois de examinadas as inscrições de noite com luz rasante verificamos que as gravações da Pedra de Dighton são a PROVA PRIMÁRIA da Teoria Portuguesa. É a partir das inscrições gravadas na Pedra de Dighton e não num “documento comprovativo” que cientificamente podemos formular a Teoria Portuguesa.
(1) Na Pedra de Dighton estão gravadas quatro Cruzes da Ordem de Cristo, com as extremidades em 45 graus!
(2) Na Pedra de Dighton estão gravadas sete letras do nome Miguel Corte Real. Não há na história do mundo mais nenhum navegador com o nome de Miguel Corte Real a não ser o navegador português.
(3) Existem gravados na Pedra de Dighton os Escudos Nacionais Portugueses em forma de “U” e de “V”, únicos entre as 204 nações independentes!
(4) Inclusive a data de 1511 está gravada com as características

 

 numéricas portuguesas dos anos quinhentos: o algarismo 5 está gravado em forma de um ‘S’ maiúsculo como aparece nas catedrais, igrejas e edifícios no mundo português no século XVI.
Além disso, Luciano da Silva apresenta provas secundárias como seja a influência da língua portuguesa entre os Índios da Nova Inglaterra, a Torre Portuguesa Octogonal de Newport, o Forte Português de Ninigret, os animais domésticos portugueses na Ilha de Sable (gado bovino) e ainda a toponímia portuguesa nas costas orientais do Canadá e da Nova Inglaterra.

Para provar que não é um registo isolado dos portugueses, referimos a célebre inscrição de Ielala, efectuada por Diogo do Cão em 1483, na sua viagem de exploração do rio Zaire. Chegado à embocadura do grande rio, o navegante terá admitido tratar-se de uma passagem do oceano Atlântico para o Índico e explorou a via fluvial ao longo de mais de 150 quilómetros. Deteve-se nos inultrapassáveis rápidos de Ielala e aí deixou a marca da sua presença, com uma inscrição numa rocha situada na margem esquerda do rio. Foi mais tarde que os exploradores passaram a utilizar os conhecidos padrões
Em 1785 o Tenente Coronel Pinheiro Furtado, comandante de uma missão de reconhecimento portuguesa, visita a Angra do Negro, (designação do lugar onde mais tarde seria erigida a cidade de Moçâmedes da época colonial portuguesa, hoje, cidade do Namibe, no sul da república angolana) e registou as inscrições gravadas por mareantes e corsários na rocha branda.

(excertos de alguns extos de Luciano Silva)

Repare-se a grande proximidade entre os locais dos vestígios referenciados, tendo em

conta a grande extensão de costa da América


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A Torre de Newport, localizada no Parque Touro (Newport, Rhode

 

Torre Newport - actualidade

Island), é considerada a estrutura mais enigmática que existe nos Estados Unidos. Muitos eruditos na América e no estrangeiro têm escrito sobre os seus prováveis construtores. Todos eles concordam que ela não foi erguida pelos Índios Americanos. As suas características arquitectónicas revelam um estilo europeu ou do Próximo Oriente.

Localização

A Torre fica situada a 41 graus e 27 minutos de latitude norte no ponto mais elevado da península que forma a Cidade de Newport. A Torre foi construída a cerca de meia milha tanto a oriente como a ocidente das linhas da costa da cidade. A sua vista panorâmica domina todas as entradas do Delta Narragansett ou Baía e Newport.
Características Arquitectónicas

A Torre de Newport é uma estrutura cilíndrica com um diâmetro exterior de 7m e de 7.5m de altura. Tem oito colunas redondas ou pilares de 2,2 de altura. As colunas 1 e 5 estão situadas numa verdadeira linha Norte-Sul orientada pela Estrela Polar. Cada coluna apoia-se numa base com uma circunferência de 3.6m. As colunas estão ligadas por 8 arcos redondos, formando um "U" invertido dando a ideia de um estilo romanesco.

Acima dos arcos existem três janelas principais. A primeira janela, a 70 graus este-nordeste, enfrenta Easton Point e a foz do Rio Sakonnet. A segunda janela está situada para sul, em frente do Oceano Atlântico. A terceira janela a ocidente, enfrenta o porto            Torre Newport - actualidade

de Newport e a entrada para a Baía Narragansett.

No interior, a Torre tem 7 pequenos nichos e um chamado "lareira de sala" construído dentro da parede. No topo de cada coluna, no interior e entre os arcos, existem encaixes triangulares para colocar traves de madeira.

A Torre é composta de xisto laminado, calhau rolado e argamassa.

 

 

  Interior da torre

 

 

 Esta é feita de areia, cascalho fino e cal proveniente das conchas marinhas ou de pedra de cal. Todos estes materiais são autóctones e podem encontrar-se nas vizinhanças. A costa encontra-se apenas a 800m de distância
Configuração Octogonal                                                                       
  Interior da torre

O arco redondo é uma forma arquitectural, aparecida primeiramente no Próximo Oriente. Os arquitectos bizantinos (Século IV - Depois de Cristo) começaram a construir torres de quatro faces, evoluindo gradualmente para a forma octogonal e construindo por fim torres circulares para apoiar as cúpulas das igrejas. Desde então, tanto as formas circulares, como as octogonais têm sido usadas alternadamente, servindo a mesma função arquitectural. Ambos os estilos foram adoptados pelo cristianismo. A igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém (construída em 330 D. C.), que contém o túmulo de Cristo, tem um altar circular.
Os Templários

Os Templários rezaram no altar-mor da Igreja do Santo Sepulcro. Ao regressarem das Cruzadas aos seus países (século XII) introduziram na Europa igrejas circulares e octogonais. As torres circulares eram inicialmente usadas como suportes de cúpulas, que simbolizavam as estrelas ou o firmamento. Em breve, porém, foi utilizado o mesmo estilo na construção de torres de vigia nos castelos medievais.

Existem na Europa muitas igrejas circulares e octogonais, mas a maior parte encontra-se no Sul da Europa. O segredo da Torre de Newport reside numa destas estruturas circulares europeias erguidas pelos Templários.
 

Existem algumas teorias sobre quem terá construído a torre.

 

 

Charola da Igreja em Tomar - Templários

 

 

 Parece-nos mais que certo, que esta se deve a algum povo Europeu da Idade Média.

 

Pressupostos

Herbert Pell, antigo Embaixador dos Estados Unidos em Portugal (pai do antigo Senador Federal Claiborne Pell), em 1948, foi o primeiro a fazer a associação directa entre a Torre de Newport e a torre principal ou Charola do Castelo de Tomar. Salientou que os portugueses foram sempre bons pedreiros e disse: "Mesmo hoje a sua forma predilecta de construção é usar pequenas pedras embutidas em cimento", método usado na Torre de Newport. Pell devia ter notado que os portugueses durante o período dos descobrimentos usaram o mesmo método na construção de mais de 150 castelos e igrejas ao longo da Costa Africana, no Extremo Oriente (Ceilão, Japão, Índia) e no Brasil. Nenhum país da Europa construiu, em tantas terras distantes, mais igrejas e castelos com torres circulares e octagonais do que Portugal. De facto, a bandeira de Portugal é a única no mundo que tem sete castelos, com arcos em foram de "U" invertidos, semelhante aos arcos da Torre de Newport!
Mesmo se considerarmos a Torre de Newport como moinho de vento, Portugal é o país na Europa que possui maior número de moinhos. A Holanda tem quinhentos moinhos e Portugal já teve mais de cinco mil!

Charola da Igreja em Tomar - Templários

A construção da Torre de Newport foi um empreendimento gigantesco se consideramos a disponibilidade de material e mão-de-obra. Só um motivo muito forte, uma fé muito grande em Deus, é que poderia ter inspirado os seus construtores.
Não devemos esquecer que em todo o Portugal Continental existem dezenas de igrejas que têm torres octogonais ou circulares! Mas muitas destas igrejas já existiam antes dos Corte Reais virem para a América. Sem dúvida que estas igrejas circulares e octogonais poderiam servir de protótipos para a construção da Torre de Newport pelos navegadores portugueses.

Existem provas que indicam com segurança terem Miguel Corte Real e a sua tripulação construído a Torre de Newport para a utilizarem como igreja-torre-de-vigia, como antecipação ao facto do irmão mais velho de Miguel, Vasqueanes Corte Real, vir em sua procura, como Miguel viera à procura de Gaspar.
Templários Portugueses

É imperativo para quem quiser estudar a Torre de Newport estudar a história dos Templários Portugueses. Esta organização de Cavaleiros, que foi a Jerusalém durante as Cruzadas sob a chefia do seu Grão Mestre Gualdim Pais, construiu, em 1160, o Castelo de Tomar com a sua característica Charola ou Altar-mor.

Por intrigas religioso-políticas o Papa Clemente V, em 1308, em conspiração com o Rei de França Filipe o Belo, aboliu todos os Templários na Europa por meio da Bula Papal "Regrans in Coelis". Mas em Portugal o Rei D. Dinis, com uma manobra de mestre, conseguiu obter uma Bula "Ad ea Exquibus", do Papa João XXI, em 14 de Marco de 1319, mudando o nome de Templários para Ordem de Cristo, mantendo no entanto os mesmos cavaleiros e as mesmas propriedades. E em 1418 o Infante D. Henrique tornou-se Administrador desta ordem donde saiu muito dinheiro para custear os descobrimentos portugueses. E assim os Cavaleiros da Ordem de Cristo tornaram-se corajosos navegadores dos altos mares, levando a sua Cruz da Ordem de Cristo a desfraldar em todos os oceanos. E os Corte Reais também eram membros da Ordem de Cristo, ou dos antigos Templários de Portugal.

Carvão Radioactivo

Em 1993 um grupo de cientistas da Dinamarca, chefiados por Jorge Siemonsen, veio a Newport para colher 28 pequeníssimas amostras da argamassa da Torre de Newport para determinar através do método do carvão radioactivo a idade da construção da torre. Esta técnica é muito sofisticada, pois mede a radioactividade do carvão do anidrido carbónico do ar que se misturou dentro da argamassa quando os trabalhadores estavam a construir a torre. É como se o anidrido carbónico de então pudesse ser agora uma espécie de "testemunha" do acto da construção da torre, a dizer-nos a sua idade! Depois de vários meses, estes cientistas revelaram que os seus estudos concluíam que a Torre de Newport não foi construída nem pelos Vikings ou escandinavos, nem por Benedict Arnold. Disseram que a Torre de Newport deve ter sido construída à volta de 1500, com um erro de mais ou menos 50 anos, portanto coincidindo com a viagem de Miguel Corte Real em 1502.


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Ruínas do Forte Ninigret

 As ruínas de um forte enigmático e de construção desconhecida, perto da baía de Narragansett (EUA) , levantam suspeitas de que se tratará de uma construção realizada por navegadores portugueses após alguma das suas viagens secretas a ocidente.

Historiadores Americanos encontraram o Forte Ninigret com uma configuração de 5 bastiões laterais muito inusual. No entanto, essa conclusão só pode acontecer não tendo conhecimento dos Fortes em Portugal ou construídos por portugueses no período das descobertas. Analisando esses fortes pode-se verificar que os fortes portugueses são compostos por 4,5 ou 6 bastiões laterais.

Verifica-se muito facilmente que o canhão, encontrado nas imediações do forte, se tornou obsoleto a partir de 1540. Porquê pensar que esse canhão se deveu a colonos Britânicos ou Holandeses.

Os objectos que mais se assemelham ao canhão e a espada, encontrados nas imediações do forte, que se encontram no Rhode Island Historical Society, em Providence, são os objectos dos sec. XV e XVI, que se encontram Militar em Lisboa. Se examinarmos as pinturas Chinesas e Japonesas referentes às viagens portuguesas ao Oriente, reparamos uma grande similaridade entre as espadas. O Forte Ninigret juntamente com outros registos arqueológicos averbados, mostram a baía de Narragansett como um registo da história da América.

 

Espada encontrada  

 

 

Canhão encontrado

 

 

 

 

No Monte da Esperança ou Mount Hope em Bristol, Rhode Island, que era o local da sede dos Índios Wampanoags que tinham nomes portugueses e usavam mais de sessenta vocábulos portugueses, alguns deles eram de feições ocidentais (descendentes de navegadores).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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A Descoberta da Austrália atribui-se oficialmente, a holandeses e ingleses. No entanto, existem vários mapas, com datas anteriores as essas descobertas, onde é referida a Austrália, com alguma variante do nome "Java" ou simplesmente com o recorte da sua costa desenhado nesses mapas.

 

Os factos aqui apresentados, provam que os primeiros contactos europeus com o território teriam sido efectuados pelos portugueses. Embora não haja registos nos arquivos históricos (como é normal nas mais importantes viagens efectuadas pelos portugueses), surgiram vários e diversificados indícios do acontecimento dessas viagens.

Foram 3, as viagens possíveis de terem acontecido e chegado a terras australianas. Diogo Pacheco em 1520, Cristóvão de Mendonça em 1522 e de Gomes Sequeira em 1525.

 

 

 

     Diogo Pacheco era filho do célebre navegador e explorador Duarte Pacheco Pereira. Segundo relatos de João de Barros e Manuel de Faria e Sousa, Diogo partiu de Malaca em 1519 (possivelmente com a missão de encontrar a terra do ouro evocada por Marco Polo e confirmada por habitantes daqueles arquipélagos) em direcção a sudeste. Depois de várias escalas em vários portos é referido que os navios se encontravam em águas baixas e que numa praia são atacados e Pacheco morto. João de Barros afirma que "Diogo foi o primeiro de nós a perder a vida por descobrir a ilha de Ouro".

Mais tarde Manuel de Faria e Sousa afirma que "Diogo Pacheco perdeu a vida com muitos outros num naufrágio enquanto fazia pesquisas com dois navios na ilha do Ouro".

 

     Os relatos destes dois cronistas, embora separados pelo tempo, vão ao encontro de alguns aspectos da viagem como as duas embarcações utilizadas e a batalha travada na praia. Essa praia deve ser algures em Napier Broome Bay, uma vez que, se navegarmos para sudeste a partir de Malaca, como relatado, é essa a zona australiana que aparece.

Exactamente nessa zona, em 1916 foram encontrados dois canhões, que depois de analisados, chegou-se à conclusão que eram utilizados em caravelas e naus. Um deles apresenta uma marca de uma roseta e coroa portuguesas...

     Outra prova que indicia a presença de "estranhos" naquela zona do território australiano é o facto de em 1838, a sul de Napier Broome Bay, em Kimberley, ter sido encontrado numa gruta uma gravura do que parece tratar-se um sacerdote, devido às vestes alongadas e um capuz. Em Wandjinas foi encontrada outra gravura, desta vez de algo que se parece com um soldado.

 

 

     Quanto a uma outra viagem, de Cristóvão de Mendonça em 1522, depois do "fracasso" da viagem de Diogo Pacheco, o rei D. Manuel, sabendo dos preparos da Viagem de Magalhães, terá ordenado uma nova viagem à "Terra de Ouro". Os cronista portugueses referem que Cristóvão de Mendonça foi incumbido dessa missão. As crónicas falam de viagens efectuadas pelas ilhas das especiarias em 1521. Depois, o nome de Mendonça desaparece dos relatos, surgindo de novo em 1527 numa viagem de Portugal para Ormuz! Não parece haver nenhuma razão para Mendonça não ter cumprido a missão que lhe foi entregue em 1521. A falta de registo vem no entanto, ao encontro da política implementada por Portugal, de ocultar ao máximo os registos das suas viagens.

A grande "prova" do rumo seguido por Mendonça é um conjunto de mapas conhecidos como...Atlas Vallard!

     Este Atlas encontra-se em na Huntigton Library, San Marino, Los Angeles. O nome deriva de Nicolas Vallard, um empresário,  e é composto por 15 mapas desenhados em pergaminho.

Está comprovado, e comummente aceite,  que estes mapas foram realizados a partir de mapas portugueses no sec. XVI. São identificados inúmeros topónimos de origem portuguesa, referentes às características da costa. Não se sabe ainda como o original foi parar a França, onde este foi elaborado. Desde a sua elaboração, os mapas passaram por vários proprietários até que em 1924 foi comprado por um antiquário inglês, Thomas Phillips. O seu conteúdo reflecte praticamente todo o mundo conhecido na época e tem a particularidade de o Sul estar orientado no topo das folhas. Todas as zonas referentes a costas marítimas são reconhecidas, mas na zona denominada "Terra Java" algumas zonas são identificadas com a Austrália menos na zona de Quensland, quando a costa se dirige para leste...Este facto deve-se a um erro dos reprodutores do mapa a partir dos originais, que se encontravam separados, que ao juntar os mapas para ordenar as terras conhecidas, realizaram a união da forma que lhes pareceu adequada. Reordenado o mapa dessa zona, a Austrália aparece ainda mais evidente! Além do recorte da costa neste mapa ser praticamente o mesmo de um mapa actual australiano, os termos dos acidentes costeiros, transcritos reflectem termos portugueses usados para nomear tais acidentes em vários locais explorados pelos portugueses no mundo. Um grande exemplo das características da costa ser fiel ao actual é o caso do Ningaloo reef, costa ocidental da Austrália. Este enorme recife de coral está referenciado do mapa Vallard praticamente no mesmo local do actual...um aviso para os navegantes!

 

    Outras provas são por exemplo, a do nome dado e registado por George Robinson, que em 1838, quando chegou ao que hoje chamamos de Bittangabee Bay, o nome por ele registado foi de facto Pettungerbe, nome que havia sido pronunciado pelos aborígenes. Ora, se tivermos em conta, que a parte final da palavra é -be, sonoridade dada pelos nativos à definição "local", e ficando somente a palavra Pettunger, a sonoridade desta palavra é muito parecida com...Portugal! Adicionado a este facto está o pormenor de o clã aborígene que vivia na costa perto dessa baía ser chamada de em tempos mais recentes de ...Katungal! Outro pormenor único nesta tribo, em relação a todas as outras tribos costeiras, é o registo de construção de embarcações fortes e ...com velas!

    Em 1795 um colonial britânico descreveu um aborígene, com um aspecto diferente. Era mais baixo, mais musculado e tinha bons dotes de luta. Este membro da tribo não era certamente aborígene, seria descendente de algum membro da tripulação portuguesa que acostou na Austrália.

 

    Em 1930, Bernard Ryder dirigiu-se a King Sound, no Buccaneer Archipelago. Após o contacto com aborígenes notou que estes tinham termos linguisticos diferentes e depois de anotar as sonoridades (que estavam relacionadas com objectos ou coisas) verificou-se que eram palavras portuguesas! Ex. água, oombooroo=ombro

 

Estes últimos factos "provam" possíveis paragens na costa australiana, da Viagem de Cristóvão Mendonça, aquando do seu registo cartográfico da costa.

 

    Para concluir fica o registo de que Peter Heylyn, geógrafi Inglês do sec. XVII escreveu no Cosmographie (Londres 1656), que os portugueses descobriram as terras "Psittacorum Terra" e a terra "Beach" (Terra com ouro)

 

 

 

 

 

 

 

     Nova Zelândia...
    No mapa de Vallard, bem a leste da costa australiana, encontra-se uma grande ilha de aspecto bizarro.

 

    De facto à primeira vista da sua forma, e na localização, não parece que aquela ilha tenha a ver com a Nova Zelândia, mas corrigindo a orientação do mapa, e medindo as distâncias, verifica-se que aquela ilha fica localizada no mesmo local nos mapas actuais!

     Em relação ao recorte da costa à primeira vista esta não se assemelha a nenhuma ilha da Nova Zelândia. No entanto, como podemos verificar na figura ao lado, na comparação entre o mapa actual da ilha norte e da ilha no mapa Vallard, as semelhanças são evidentes.

 

    Também foram encontradas provas arqueológicas da presença de navegadores nas ilhas maoris.

    No sec. XIX foi encontrado um elmo do tempo medieval-renascentista, no porto de Wellington. Estando catalogado como de origem europeia, como poderia ir ali parar um objectos destes?! Alguns anos mais tarde, após a remoção de areia no mar, nas imediações de Wellington, foi encontrada uma bala de canhão de ferro datada também do sec. XVI.

    Um relato antigo contado por um ancião da zona de Marlborough Sounds, a chegada de um barco com grandes velas, no qual os homens usavam armaduras, espadas e lanças. Conta também que houve confrotos com esses homes e que tinham diferentes aspectos. Uns eram brancos e outros mais negros que eles próprios.

 

   Um facto curioso é o de que numa carta de navegação britânica de 1817, ao Cook Straits na Nova Zelândia, está registado o nome de "Golfo dos Portugueses 1550", encontrando-se por baixo uma nota que diz "...conhecida do portugueses desde 1550".

 

    Quando Abel Tasman se dirigiu àquelas águas 150 anos depois, foi registado num diário de bordo que se encontravam em "latitude e longitude no mesmo mapeamento dos portugueses..."

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Porque razão se continua a falar tanto desta personagem nos nossos dias...? A principal razão foi a de que, foi ele quem mostrou ao mundo como viajar e voltar, a um lugar ao qual foi dado o nome de Novo Mundo... Outra razão é que até hoje não foi possível confirmar a nacionalidade deste navegador!

 

Durante os primeiros anos de que há registo da vida de Cristóvão Colombo, este, integrou várias viagens em embarcações portuguesas. Em 1479 Colombo desposou Filipa Moniz, comendadora da Ordem de Santiago, cujo pai, Bartolomeu Perestrelo, português de ascendência italiana de Placência, foi um dos povoadores e capitão donatário da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, em Portugal, onde Colombo também viveu.

Da união nasceu um filho em 1480, Diogo Colombo. Ficou viúvo em 1485 a partir daí

 

Cristóvão Colombo

viveu em Castela, onde foi amante, em viúvo, de Beatriz Enríquez com quem teve um filho, em 1488, Fernando Colombo. Colombo ofereceu os seus serviços aos reis de Castela para alcançar terras do oriente por via oeste. Em 1492 Colombo chega às “Índias” (Colombo havia chegado às ilhas das Caraíbas).

Sempre existiu um enigma sobre a naturalidade do navegador. Alguns anos após a sua morte apareceu um testamento, que se julga ser falso, onde afirma ser de Génova - Itália. Em vida, não existem registos concretos que afirmem esta situação. O seu testamento apresenta muitas características de ter sido falsificado. Apresentamos aqui alguns tópicos que pretendem mostrar um Cristóvão Colombo de nacionalidade portuguesa…

 

Alguns dos seguintes factos tiveram como base a leitura do livro: O Mistério de Colombo revelado, de Manuel Rosa, assim como de recolha de várias fontes seleccionadas por nós, e de citações retiradas do site http://lusotopia.no.sapo.pt/

 

  • O primeiro documento referindo Cristóvão Colombo em Espanha, é um documento de 5 Maio 1487 de um "pagamento feito a Cristóvão Colombo extrangero".

  • Casou com uma fidalga portuguesa, algo pouco provável para um estrangeiro comerciante.

  • Revelou ter conhecimentos científicos, e falava mais que uma língua, algo pouco provável para um tecelão.

  • Não apenas adquiriu esta sólida formação teórica, mas também participou em viagens secretas ao serviço da Coroa portuguesa por todo o Atlântico, tendo em pouco tempo acesso a informações secretas do Estado português, tornando-se amigo intimo do rei. As próprias Tabelas que usou na sua 1ª. Viagem à América (1492-1493) tinham acabado de ser feitas em Portugal e constituem o mais avançado que o mundo possuía.

  • Quando Bartolomeu Dias, em 1488, regressou da sua viagem ao cabo da Boa Esperança, embora estivesse há quatro anos em Espanha, desloca-se a Lisboa para assistir à sua chegada, falar com o rei, navegador, estudar légua a légua a rota seguida, etc. Esta viagem foi mantida em segredo pelos cronistas portugueses do tempo, o seu conhecimento ficou-se a dever ao próprio Colombo

  • Colombo escrevia em português ou Castelhano (aportuguesado), nunca em italiano ou latim.

  • Em 21 anos que viveu em Castela/Espanha, NUNCA foi identificado como italiano ou genovês, o mesmo aconteceu com os dois irmãos.

  • Cristóvão Colombo quando se dirigiu para Castela tinha como informador o cónego português Fernam Martins.

  • Toscanelli, em correspondência com Cristóvão Colombo, escreveu: "Não me surpreende, pois, por estas e por muitas outras coisas que sobre o assunto poderiam ainda dizer-se, que tu, que és dotando de uma tão grande alma, e a muito nobre nação Portuguesa, em que todos os tempos tem sido sempre tão enobrecida pelos mais heróicos feitos de tantos homens ilustres, tenhais tão grande interesse em que essa viagem se realize."

     

    Assinaturas de Cristóvão Colombo

     

  • Joan Lorosano jurisconsulto espanhol referiu-se a Colombo como"um tal que afirmam ser lusitano"

  • O Pleyto de la Prioridad 1532, pelos filhos de Pinzón, duas testemunhas, Hernán Amacho e Alonso Belas referiram-se a Cristóvão Colombo como "o infante de Portugal".

  • Presidente da Real Sociedad de Geografia (na altura) Ricardo Beltrán e Rózpide escreveu:

    "el descobridor de América no nació en Genova y fué oriundo de algún lugar de tierra hispana situado en la banda ocidental de la Peninsula entre los cabos Ortegal y San Vicente".

  • Em correspondência trocada com D. João II, este refere-se a Colombo como: meu fiel amigo (um pouco estranho se D. João II tivesse recusado os seus intentos).

  • Em Castela, Cristovão Colombo sempre foi conhecido como português (nos pagamentos capitulo 2 do contador-mor Janeiro de 1486, este chamou "português" duas vezes, mas o nome foi deixado em branco.

  • A Condessa de Lemos escreveu numa carta que ele era seu sobrinho, carta reescrita por D Duarte de Almeida (Perestrelo) a João III.

  • Estadia demorada de Cristóvão Colombo em Portugal, para falar com tempo e dos pormenores da viagem, com João II, no seu regresso da América, aproveitando depois,para ver alguma da sua família. (passou vários dias em Portugal antes de comunicar a "grande notícia aos reis de Castela)

  • Vários nomes dados às terras descobertas por si, com origem portuguesa (de referir que Cuba só existia uma antes de Colombo realizar a viagem, a vila alentejana)

  • Títulos de Cristóvão Colombo foram dados, depois da morte, a descendentes da coroa portuguesa e nunca a italianos.

Existem muitas mais "provas" que podem ser consultadas aqui

 


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