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Invasões Romanas

 

Os cartaginenses, Magão e Asdrúbal, abandonaram Gades com todos os seus barcos e tropas para acudir a Aníbal, já em Itália. Roma tornava-se assim senhora de todo o Sul da Hispânia, desde os Pirenéus ao Algarve.

 

Em 209 a.C. Roma anexa a Hispânia, mas só mantém controlo sobre o sul, realizando a 1ª divisão administrativa em Hispânia Ulterior (Andaluzia a Valência) e Hispânia Citerior (Valência à Catalunha)

 

A partir de 194 a.C., registaram-se choques com tribos de nativos, denominados genericamente como Lusitanos. Em 185 registaram-se vitórias dos exércitos dos pretores Lúcio Quíncio Crispino e de Gaio Calpúrnio Pison com vinte e quatro mil homens sobre os Lusitanos e os Celtiberos.

 

O pretor Sérvio Galba, após ter infligido aos lusitanos grandes punições aceitou a paz com a condição de eles entregarem as armas, aproveitando depois que os viu desarmados para os chacinar. Isto fez lavrar ainda mais a revolta e durante oito anos os romanos sofreram pesadas baixas

 

Começa a Segunda Guerra Lusitana. Um numeroso grupo de lusitanos, celtiberos e de vetões, chefiados inicialmente por Púnico e depois por Césaro, atacou as regiões meridionais da Hispânia Ulterior. Entre 155 e 150 a.C., os combates sucederam-se, sendo frequentemente favoráveis aos Lusitanos.

 

Os Romanos invadem terras de Portugal e em 150 a. C. Sérvio Sulpício Galba, através de um ardil, derrota os Lusitanos. Uma acção concertada dos governadores da Ulterior e da Citerior permitiu infligir aos atacantes uma pesada derrota que os forçou à paz. Sérvio Sulpicio Galba concedeu aos 30.000 guerreiros Lusitanos 3 locais de residência diferentes, a partir dos quais conseguiu chacinar 8.000, e aprisionou mais alguns milhares. Os que não são mortos, são enviados para a Gália como escravos. Porém, alguns conseguem escapar, entre os quais, Viriato.

 

Em 152 O cônsul M. Cláudio Marcelo negoceia a paz com os Celtiberos. O pretor Marco Atílio, governador da Hispânia Ulterior entra e conquista a maior cidade da Lusitânia, a capital Oxthracas (ou Oaxthraca) matando 700 lusitanos. Em 147 O pretor Vetílio vence os mais de dez mil Lusitanos que atacavam a Turdetânia.

 

O novo chefe Lusitano Viriato é eleito pelos chefes das tribos e clãs, comanda os dois corpos autónomos do grande exército Lusitano (a infantaria e a cavalaria), toma a chefia da guerra contra as forças ocupantes romanas. Viriato conquista Segobriga, vence também o pretor Cláudio Unimano, governador da Hispânia Ulterior. Púnico morre junto às Portas de Hércules na Bética, devido a uma pedrada vinda duma cidade sitiada. Viriato toma Toletum capital da Carpetania.

 

Em 146 um exército pretoriano, comandado por Pláucio, é derrotado pelos Lusitanos, e milhares de legionários romanos morrem em combate. No mesmo ano, o Pretor Cláudio Unímano perde todo o seu grande exército.

 

Em 145 AC Quinto Fábio Máximo, irmão de Cipião "O Africano" é nomeado cônsul na Hispania Citerior e é encarregado da campanha contra Viriato ao comando de duas legiões. Ao princípio tem algum êxito mas Viriato recupera e em 143-142 AC volta a derrotar os romanos em Baecula e obriga-os a refugiar-se em Córdova.

 

Em 140 A.C. Viriato derrota o novo cônsul Fábio Máximo Servilliano, matando mais de 3.000 romanos, encurralando o inimigo e podendo destroçá-lo, mas deixou Servilliano libertar-se da posição desastrosa em que se encontrava, em troca de promessas e garantias de os Lusitanos conservarem o território que haviam conquistado. Em Roma esse tratado de paz foi depois considerado humilhante e vexatório e o Senado romano volta atrás, e declara-lhe guerra.

140 Trégua precária entre o Império Romano e os Lusitanos. Viriato é reconhecido como amicus populi Romani.

 

139 - Roma envia novo general, Servílio Cipião que tinha o apoio das tropas de Popílio Lenas. Este renova os combates com Viriato, mas este mantém superioridade militar e força-o a pedir uma nova paz. Envia, neste processo, três comissários de sua confiança, Audas, Ditalco e Minuros. Cipião recorreu ao suborno dos companheiros de Viriato, que assassinaram o grande chefe enquanto dormia. Um desfecho trágico para Viriato e os lusitanos.

 

Os exércitos Lusitanos continuam a luta por mais quase 100 anos, e refugiam-se no monte Vénus, elegendo o último grande chefe (rei) dos Lusitanos, Tautalo. Este, depois de derrotado em Sagunto, faz um pacto com Q. Servílio Cipião.
 

136 a.c. -Décio Júnio Bruto, procônsul da Ulterior, vence os Lusitanos e os Galaicos e toma Talabriga. São destruídas trinta cidades e povoações por Bruto na Lusitânia. A guerra contra Numância mantém-se. Um exército Galaico de 60.000 homens em auxílio dos Lusitanos é derrotado por Junio Bruto. o cônsul Décimo Júnio Bruto, que fortificou Olisipo, estabeleceu a base de operações em Méron próximo de Santarém, e marchou para o Norte, matando e destruindo tudo o que encontrou até à margem do Rio Lima. A cidade de Olissipo, aliada dos romanos, envia milhares de homens para combaterem nas legiões contra as tribos celtas do noroeste. Mas nem assim Roma conseguiu a submissão total e o domínio do norte da Lusitânia só foi conseguido com a tomada de Numância, na Celtibéria que apoiava os castros de Noroeste.

 

133 a.c. -Fim da Segunda Guerra Celtibera contra Roma. Submissão e destruição da cidade Celtibera (dos Arévacos) de Numância com Cepião a liderar 60.000 legionários durante o seu holocausto, e fim da última guerra numantina.

Sem a forte resistência de Viriato, Decius Junius Brutus pôde marchar para o nordeste da península, atravessando o rio Douro subjugando a Galiza.


 Apogeu do Império Romano

Império Romano no seu auge

 

 

94 a.c. –No último grande levantamento dos Lusitanos na última Guerra contra o Império Romano, milhares de Lusitanos são dominados e mortos pelo procônsul Publio Licínio Craso. Fim das guerras contra os Lusitanos e os Celtiberos.

 

48 a.c. – Gaio Cassio Longinus conduz pessoalmente uma campanha contra a tribo lusitana dos Medobrigenses de Medobriga no norte, que se levantaram contra a ocupação romana. Todas as grandes cidades e povoações Lusitanas estão agora já sob ocupação romana.

 

Júlio César esteve na Lusitânia em campanhas militares de pacificação, e governou o território por algum tempo. A mais famosa das campanhas  foi a batalha de Munda contra Pompeu (45 AC), no comando da sua veterana e famosa 10ª Legião. Júlio César ainda governou o território (agora Galécia) durante algum tempo.

 

 

27 a.c. -Augusto pacifica toda a Hispânia de uma vez por todas, excepto a resistência Lusitana das montanhas do interior. É Ibéria ocupada e a base militar de Pax Iulia (Beja) instalada na Célticia é transformada em colónia (a segunda e última em território hoje de Portugal) de imigrantes temporários vindos de Roma. O actual território português cabia dentro da Tarraconense até ao rio Douro. Para Sul, entrava nos limites da Lusitânia.

 

25 a.c. -Última derrota e pacificação definitiva do território Lusitano que perde definitivamente a independência, na conquista da Lusitânia por Roma. A colónia de Emérita Augusta (Mérida) é fundada por Roma em território Vetão para ser transformada em capital da Lusitânia romana.

 

Em 19 a.C. desenvolveram-se acções de submissão nas Astúrias, Leão e Norte de Portugal, onde Augusto e Agripa tiveram de levar a guerra, ficando célebre a última resistência oferecida às tropas romanas pelo castro do monte Medúlio, sobranceiro ao rio Minho, cujos defensores, prestes a serem dominados, acabaram por suicidar-se, preferindo a morte à escravidão.

Citando Caius Julius Caesar (100-44 AC) "Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar."

 

Finalizado o processo de conquista, a província foi integrada ao Império, dividida administrativamente em três partes:

 

Tarraconense, a Norte e Nordeste, até aos Pirineus; Bética, a Sul; e Lusitânia, com capital em Emerita Augusta (actual Mérida), estendia-se entre os rios Douro e Guadiana. Ao território Lusitano é retirada a região da Galiza e incluída as regiões do Algarve e Alentejo. 27 a c  Imperador Augustus baptiza as terras a sul do Rio Douro de "Lusitânia"

15 a.c. Expansão máxima da Lusitania - Para fins judiciais a província da Lusitânia (16-15 A.C.) estava dividida em três unidades mais pequenas, chamadas "conventus". Pacensis (da sua capital Pax Julia) hoje Beja, Scallabitanus ( de Scallabis) hoje Santarém, e Emeritensis ( de Emerita, que era a capital de toda a província) hoje Mérida.

 

 

Regista-se neste período uma etapa de paz e prosperidade económica, marcada pela construção de cidades e de uma rede de vias, extensas calçadas e grandes pontes, talvez o elemento mais marcante da administração imperial romana.Vias Romanas A maioria das cidades na península adquiriu progressivamente a sua autonomia, vindo posteriormente a se constituir em sede de municípios.

 

Na península Ibérica a Romanização ocorreu concomitantemente com a conquista, tendo progredido desde a costa mediterrânica até ao interior e à costa do Oceano Atlântico. Para esse processo de aculturação foram determinantes, a expansão do Latim como língua comum e a fundação de inúmeras cidades, tendo como agentes, a princípio, os legionários e os comerciantes.

 

Os primeiros, ao se miscigenarem com as populações nativas, constituíam famílias, fixando os seus usos e costumes, ao passo que os segundos iam condicionando a vida económica, em termos de produção e consumo. Embora não se tenha constituído uma sociedade homogénea na península, durante os seis séculos de romanização registaram-se momentos de desenvolvimento mais ou menos acentuado, atenuando, sem dúvida, as diferenças étnicas do primitivo povoamento. As povoações, até aí predominantemente nas montanhas, passaram a surgir nos vales ou planícies, habitando casas de tijolo cobertas com telha. Como exemplo de cidades que surgiram com os Romanos, temos Braga (Bracara Augusta), Beja (Pax Julia), Conímbriga e Chaves (Aquae Flaviae).

A influência romana fez-se sentir também nas manifestações artísticas. Tratou-se, pois, de uma influência profunda, sobretudo a sul, zona primeiramente conquistada.

A indústria desenvolveu-se, sobretudo a olaria, as minas, a tecelagem, as pedreiras, o que ajudou a desenvolver também o comércio, surgindo feiras e mercados, com a circulação da moeda e apoiado numa extensa rede viária (as famosas "calçadas romanas", de que ainda há muitos vestígios no presente) que ligava os principais centros de todo o Império.

 

Este domínio manter-se-ia até ao sec. V d.c.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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