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Invasões Árabes e Reconquista 

 

 

 

A monarquia dos Visigodos era electiva. Com a morte do rei Vitiza, as Cortes reuniram-se para eleger o seu sucessor, constituindo-se dois partidos em disputa pela eleição: o partido de Ágila II e o partido de Rodrigo.

Desde os finais do século VII que os árabes atacavam as costas do sul da Península Ibérica.Invasão Árabe

 

Os partidários do primeiro solicitaram apoio ao governador muçulmano de África, Tarik-Ibn-Zyad, abrindo-lhe as portas de Ceuta e incitando-o a enviar uma expedição militar à península, pois por muito tempos os judeus foram perseguidos naquela região e, dentro da shariah islâmica, é obrigação do muçulmano defender os adeptos dos livros (judeus e cristãos).

Em Abril ou Maio de 711, Tariq ibn Ziyad, um antigo escravo que se tinha tornado lugar-tenente do governador da Ifriqiya (uma província do império dos Omíadas, que corresponde à Tunísia), Musa Ibn Nusayr, atravessa o estreito que separa a África da Península Ibérica, e que a partir de então receberia o seu nome (Gibraltar, de Jabal al Tariq, "a montanha de Tariq"), com um exército constituído por árabes e berberes.

 

Desse modo, em 711, sob o comando do próprio Tarik, tropas muçulmanas atravessaram o Estreito de Gibraltar e venceram os partidários de Rodrigo na batalha de Guadalete. Entretanto, após a vitória, os muçulmanos não apenas não colocaram Áquila no trono, mas foram alargando as suas conquistas pela Hispânia, designada em língua árabe como al-Andalus, da qual, por fim, ficaram senhores, colocando sob tutela cristãos e judeus, pois ambos sofriam ataques e se combatiam mutuamente.

 

Em Julho do mesmo ano, o exército islâmico trava uma batalha decisiva com as tropas do rei Rodrigo num local tradicionalmente identificado pela historiografia como o rio Guadalete (Batalha de Guadalete), mas que alguns investigadores consideram ter ocorrido junto ao rio Barbate, e que saldaria na vitória das forças muçulmanas. O rei Rodrigo desapareceu em combate; uma tradição cristã afirma que ele teria sido sepultado em Viseu. Tariq continuaria o seu avanço e conquistaria Toledo, capital do reino visigodo, onde passa o Inverno de 711. Por esta altura, o governador da Ifriqiya chega à península e censura Tariq pelo acto da conquista. O califa omíada de Damasco, al-Walid, nada sabia sobre esta invasão.

 

A chegada dos árabes e dos berberes foi saudada pelos judeus, que tinham sido perseguidos nas últimas décadas do reino visigodo. As determinações de sucessivos concílios da Igreja peninsular tinham contribuído para a discriminação deste segmento populacional: o III Concílio de Toledo determinou o baptismo forçado de crianças filhas de casamentos entre judeus e cristãos; o XVI proibiu os judeus de praticarem o comércio com cristãos, o que provocou a ruína de muitas famílias, e o XVII condenou-os à escravatura sob o pretexto de conspirarem, junto com os judeus do norte de África, para a queda do reino visigodo. Muitos judeus abriram as portas das cidades para facilitarem o avanço das tropas islâmicas e ofereceram-se como guardas das cidades ao serviço dos novos senhores.

 

A conquista islâmica da península seria efectuada num período de cinco anos por Tariq, Musa e Abd al-Aziz (filho de Musa). O território que corresponde ao que é hoje Portugal foi atingido pela expedição de Abd al-Aziz entre 714 e 716.

Abdulaziz (ou Abdul-el-Aziz) subjugou a Lusitânia e a Cartaginense e, saqueando as cidades do Norte que lhe abriam as portas, atacava as que tentavam resistir.

 

[Pelágio (718-737)]

Às suas investidas escapou, porém, uma parte das Astúrias onde se refugiou um grupo de Visigodos sob o comando de Pelágio. Uma caverna nas montanhas servia simultaneamente de paço ao rei e de templo de Cristo. A partir de 718, por vezes, Pelágio e seus companheiros desciam das montanhas em surtidas para atacar os mouros.

 

É em 722 que ocorre a primeira grande vitória dos Cristãos contra os mouros, na Batalha de Covadonga; dá-se assim a derrota dos muçulmanos. Alexandre Herculano considera que o ardil de guerra que deu a vitória a Pelágio tem muito de comum com aquele que Viriato pusera por vezes em prática, cerca de novecentos anos antes: ainda que muito a custo, os cavaleiros enviados em cilada para a floresta à esquerda das gargantas de Covadonga, puderam chegar aí sem serem sentidos pelos árabes. Aquando da aproximação dos árabes, os cristãos recuaram e os primeiros, atribuindo ao temor esta fuga simulada, precipitaram-se em sua direcção. Pouco a pouco, o duque da Cantábria atraiu-os para a entrada da gruta de Covadonga. Ao som da trombeta de Pelágio, do cimo dos rochedos surgiram guerreiros que dizimaram os africanos e os renegados godos com tiros e lançando rochedos.

Na batalha de Auseba foram vingados os valentes que pereceram nas margens do Chrysus, pela morte de vinte mil sarracenos

 

As forças islâmicas levam a cabo várias expedições contra a Gália, mas são detidos em 732 em Poitiers pelo rei Carlos Martel.

 

 

[Fávila (737-739)]

[Afonso I (739-757)]

Autoproclama-se primeiro rei das Astúrias.

Poucos anos após a invasão muçulmana, os cristãos (hispano-godos e lusitano-suevos) acantonados nas serranias do Norte e Noroeste da Península, iniciaram a reconquista do território, formando novos reinos que se foram estendendo sucessivamente para o Sul.

Após a invasão, algumas sés (entre elas as do Porto e Braga) foram abandonadas pelos bispos, mas o culto cristão nunca foi interrompido. Alguns historiadores, entre eles Alexandre Herculano, tomaram à letra algumas frases dos cronicões da reconquista, em especial o atribuído a Sebastião, bispo de Salamanca.

 

Rezam as crónicas que foi Afonso I por 750, quem reconquistou uma enorme região, que incluía toda a Galiza, o Minho, o Douro e parte da actual Beira Alta, passando os mouros a fio de espada e levando consigo, para norte, todos os cristãos que encontrou no território. Algumas destas regiões teriam sido abandonadas pelos mouros.

 

É essa a origem da teoria do ermamento: se todos os mouros foram mortos e todos os cristãos levados, a terra transformou-se num grande deserto, onde a vida social parou e só veio a renascer a partir da sua incorporação nos novos reinos cristãos. Este ponto de vista foi depois corrigido. Os cristãos levados para o norte pode explicar-se pela necessidade de mão-de-obra. E, entre os mortos e os feridos, há sempre alguns que escapam.

 

Seguiu-se uma prolongada guerra civil, a cerca de 740, em consequência da qual as terras para o norte do Douro ficaram livres, ou quase livres, dos invasores, porque os berberes, que lá estavam, marcharam para o sul para fazer guerra aos árabes. As populações hispano-góticas dessas regiões puderam, então, levantar cabeça e colocaram-se do lado dos cristãos contra os mouros. A Galiza foi uma zona onde essa luta foi mais renhida e devastadora. Antes de terminar o século VIII, por efeito do recuo dos mouros, divididos por guerras internas, a Península Ibérica tinha duas zonas, cujo limite passava, aproximadamente, por Coimbra, seguia o curso do Mondego por Talavera, Toledo, Tudela e Pamplona. As populações não estavam submetidas a nenhuma organização definida permanente, a não ser ao clero.

 Reino das Asturias

 

 

 

A queda dos Omíadas em Damasco e a tomada do poder pelos Abássidas em 750 teriam repercussões políticas no Al-Andalus. O único sobrevivente do massacre da família omíada, o príncipe Abd ar-Rahman, chega à península em 756 e instala-se em Córdova, onde toma o título de emir, declarando-se independente do califado dos Abássidas. Ele dará início a uma dinastia que governa o Al-Andalus até 1031.

 

[Fruela I (757-768)]

Até 756 o Al-Andalus teve vinte governadores dependentes de Damasco, tendo em Sevilha, e mais tarde em Córdova, a sua capital.

Abd ar-Rahman I teve que lidar com as ambições territoriais do franco Carlos Magno, cujo exército, ao deixar a península em 778, acabaria por sofrer um ataque dos bascos na região dos Pirenéus, episódio imortalizado e La chanson de Roland.

 

[Aurélio (768-774)]

[Silo (774-783)]

[Mauregato (783-789)]

[Bermudo I (789-791)]

 

O emirado de Córdova seria um importante centro cultural, que manteve relações diplomáticas com os reinos cristãos, até mesmo com o Império Bizantino. O emirado teve que conviver desde o início com revoltas internas das tribos árabes e berberes, bem como dos moçárabes. Uma dessas revoltas ocorreu no território ocidental, onde o chefe da tribo dos Yahsubis revolta-se contra o poder do emir, declarando-se a favor dos Abássidas de Bagdade. As revoltas contra o poder central de Córdova atingem o seu auge no último quartel do século IX.

 

Em 791 Bermudo I das Astúrias é derrotado na batalha de Burbia pelo andaluz Hisham I, motivo que levaria Bermudo a renunciar ao trono.

 

[Afonso II, O Casto (791-842)]

Após a abdicação de Bermudo I, Afonso II, o Casto regressou às Astúrias para se proclamar Rei, terminando o período de relativa paz com os muçulmanos. Durante o seu reinado, realiza expedições de castigo no Sul, chegando mesmo até Lisboa em 798, e em 825 vence também os muçulmanos no rio Nalón. Fixa a capital do Reino em Oviedo e procede ao repovoamento da Galiza e zonas setentrionais de Castela e Leão. Foi um reinado exposto a contínuos ataques dos muçulmanos. Ainda assim, consegue expandir o reino e surge o pré-românico asturiano, dando lugar a obras-primas da arquitectura medieval europeia. Afonso II instaura o culto jacobeu e torna-se a primeira figura do Caminho de Santiago, que vincula as Astúrias com a Europa (especialmente com o reino de Carlos Magno), com quem partilhava um inimigo comum no Sul, de cultura oriental. Afonso II era filho de mãe alavesa, pelo que já se previa a aproximação do reino asturiano aos vizinhos Bascos. Na batalha de Lutos (Llodos em asturiano, ciénegas em castelhano), é infligida uma dura derrota aos árabes e berberes que queria acabar com a crescente ameaça que se tornava o já Reino das Astúrias. Em 808, manda forjar a Cruz dos Anjos. Este rei encarrega o arquitecto Tioda da construção de vários edifícios de carácter régio e religioso para embelezamento de Oviedo, dos quais poucos sobreviveram até aos dias de hoje.

 

[Ramiro I (842-850)]

[Ordonho I (850-866)]

 

Os reis seguintes, Ramiro I (filho de Bermudo que se proclama Rei no seguimento de uma guerra civil) e Ordonho, vivem num período de guerra contínua contra os muçulmanos. No tempo de Ramiro I, desenvolve-se a arte ramirense, o apogeu pré-românico asturiano. Este rei livra a batalha de Clavijo, na qual, segundo a lenda, o apóstolo Santiago, a monte num cavalo branco, ajuda o exército asturiano contra as tropas islâmicas. No ano 844, surge na costa de Gijón uma frota de Normandos; não se sabe com certeza se aí desembarcaram, mas não se detiveram, já que prosseguiram em direcção ao que as Crónicas referem de Faro de Brigantio (La Coruña), de onde foram expulsos, prosseguindo a incursão a Espanha (as crónicas asturianas chamavam Espanha ao Al-Andalus).

 

Em 873-898 Wilfredo, Conde de Barcelona institui um reino cristão com alguma independência dos Francos.

Ordonho procede ao repovoamento de Astorga, Leão, Tui e Amaya. Estabelece relações próximas com o reino de Navarra, possivelmente ajudando na libertação do rei García Íñiguez, sequestrado pelos Normandos. Ainda no decorrer da anexação do vale do Ebro, estabelece alianças com os Banu Qasi de Saragoça, com quem também combateu em oscilações da aliança. Ordonho também trata de ajudar, sem sucesso, aos moçárabes toledanos em rebelião contra o emir de Córdoba. Na sequência da sua morte, sucedeu-lhe o filho, Afonso III O Magno (866-910).

Com o apoio dos nobres galegos, como Hermenegildo Guterres, conquista o norte do actual Portugal. Também se adentra pelo Douro, conquistando Zamora e Burgos. No momento do apogeu, o reino asturiano ocupava todo o noroeste peninsular, desde o Porto até Álava.

Afonso III atinge o expoente máximo do poderio do Reino das Astúrias. Reconquista

 

No que se refere a Portugal, foi Afonso III das Astúrias quem ordenou, em 868, a um dos seus vassalos, o conde galego Vímara Peres, tomar e repovoar a cidade do Porto e os territórios portucalenses entre o Minho e o Douro (foi ele quem fundou a cidade de Guimarães). Desta forma, ao mesmo tempo que nascia, no centro hispânico, o Condado de Castela, vassalo dos reis asturoleoneses e navarros, surgia também, na fronteira galaico-asturiana sudocidental, o Condado de Portucale, que também se manteve vassalo dos reis de Astúrias e Leão durante os séculos IX a XII.

Garcia I, filho de Afonso III, o Grande, depois de lutar contra o seu pai e irmãos, Ordonho II e Fruela II, translada a capital do reino para Leão, criando um novo reino que se fundiria com o asturiano, o Reino de Leão.

 

 


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