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Formação e desenvolvimento de Portugal 

 

 

Do Reino das Astúrias surgiram várias entidades políticas diferenciadas: Os reinos de Leão, Castela e Galiza. Na sequência da transladação da corte de Leão por Fruela II, o centro de gravidade do Reino virou-se para Sul; e é a partir desse momento que se começa a falar do Reino de Leão, cujos monarcas se consideram herdeiros da monarquia asturiana. Se bem que nas primeiras décadas de existência a autoridade dos reis asturoleoneses era bastante definida, a partir de meados do século X surgiram tendências separatistas, particularmente em Castela e Portucale.

 

Os condados castelhanos aglutinaram-se a meados do século IX em torno da dinastia condal fundada por Fernán González. Não obstante o facto de, no começo, o condado de Castela não ter atingido a independência formal do Reino de Leão, rapidamente entrou na órbita do rei Sancho III, o Maior, que acabou definitivamente com a dependência jurídica relativamente aos reis leoneses. É o seu filho, Fernando I, que, tendo herdado o condado de Castela, derrota o soberano de Leão e anexa o seu reino. Após a morte de Afonso VII, os reinos de Leão e Castela voltaram a separar-se, assim permanecendo durante 70 anos, até serem novamente - e definitivamente - unificados por Fernando III o Santo. A memória da monarquia asturiana persistiu nas cortes dos reis de Castela e de Espanha. Afonso X, o Sábio, na sua Estoria de España, considerava o Reino das Astúrias como o lugar onde teria começado a Reconquista e recristianização da Península.

Simultaneamente, nascia no extremo sudoriental o Condado de Aragão, inicialmente vassalo dos reis francos. Durante o século XI, os condados de Castela e Aragão foram elevados a reinos.Condado Portucalense

 

Data assim desse período a expressão terra portucalense ou província portucalense para designar um território distinto que era limitado ao norte pela terra bracarense, e ao sul pelo rio Vouga, e tinha por centro e cabeça a povoação de Portucale.

Não se deve confundir o Condado Portucalense — concessão dos dois territórios de Coimbra e de Portucale ao conde D. Henrique — com o condado de Portucale, que começou a existir desde a presúria de Vímara Peres, prolongada pelos seus descendentes — embora nem sempre segundo uma linhagem perfeita — até à morte do último conde, na batalha de Pedroso, em 1071, que tentava conseguir maior autonomia face a Garcia II da Galiza, que governava o Reino da Galiza e Portugal de seu pai, Fernando Magno.

 

A reocupação e possível reconstrução ou fortificação de Portucale verificou-se após a presúria de Vímara Peres, em 868, vivendo, a partir de então, um próspero período da sua história: daí partiu toda a acção de reorganização, bem sucedida, e nalguns casos de repovoamento, para além dos limites da antiga diocese nela sediada, quer ao norte do rio Ave, quer ao sul do rio Douro. Por esta altura, o território designava-se já de Terra Portugalense. Pouco a pouco são alargadas as fronteiras do território que, neste sentido, confinava com outros territórios (Braga, Lamego, Viseu, Terras da Feira e Coimbra).

Ramiro II de Leão (931-951) reveste-se ainda de particular importância para a história portuguesa - trata-se do primeiro rei a intitular-se (ainda que por breve período de tempo - entre 925, ainda em disputas com o primo Afonso IV e 931, um ano após a subida ao trono) de rei da terra portucalense - reconhecimento pleno da existência de uma terra portucalense, que já se vinha firmando desde 868, com a conquista de Vímara Peres e a formação da sua casa condal à frente dos destinos da mesma.

 

A reconquista permitiu também a restauração diocesana, tendo os bispos de Portucale sido instalados numa pequena povoação chamada Magneto (a qual os especialistas fazem corresponder com a actual Meinedo, no concelho de Lousada).

Apenas dez anos decorridos sobre a reconquista definitiva de Portucale, tivesse sido tomada a cidade de Coimbra e erigida em condado independente às mãos de Hermenegildo Mendes; a sua posição de charneira entre os mundos cristão e muçulmano permitiu uma vivência de maior paz no Entre-Douro-e-Minho. As campanhas do Almançor, em finais do século X, porém, fizeram recuar a linha de fronteira de novo até ao Douro.

 

Na segunda metade do século XI, o já Condado Portucalense, é e incorporado no reino da Galiza em 1071 e reconstituiu-se ao sul o condado de Coimbra (que incluía não só a cidade do Mondego, como ainda as terras de Lamego, Viseu e Feira), sendo entregue ao conde (ou alvazil, segundo outros documentos coevos) Sesnando Davides, um moçárabe valido do rei Fernando I de Leão e Castela, que conquistara definitivamente a cidade em 1064 (este condado viria mais tarde a ser incorporado no Portucalense).

Porém, o atrofiamento do condado de Coimbra, criado em 878, mas suprimido com a conquista da cidade por Almançor no final do século X, permitiu a supremacia nortenha, que nem mesmo a reconstituição de uma autoridade equivalente à do conde — em benefício de Sesnando Davides, em 1064, e prolongada até à sua morte, em 1092 — pôde impedir.

 

Entretanto, os povos do Norte da Europa – os Vikings, atacam todas as localidades onde as suas embarcações foram capazes de chegar. Em 840 entram pela Galiza saqueando todas as localidades. Ordonho II enviou um exército e criou bastante resistência. Os opositores, seguiram no entanto, para Lisboa, Cádis e Sevilha, que estavam em mãos dos muçulmanos. Em 844 os Normandos atacam a Península Ibérica com incursões a Lisboa, Beja e Algarve.

Os Vikings atacam a Galiza e matam o Bispo de Santiago de Compostela em 966. Em 1008 Mendo Gonçalves II é morto num ataque Viking à Galiza e em 1016 Invasores Normandos sobem ao longo do Rio Minho e destroem Tuy na Galiza. A Póvoa de Varzim, no norte de Portugal, foi colonizada pelos vikings.

 

 

 

 

Desde a sua fundação pelo nobre Vímara Peres e repovoação por galegos, no século IX, o Condado de Portucale manteve-se um território autónomo dentro do Reino da Galiza. Em 1071, o conde Nuno Mendes (que se havia rebelado) foi derrotado na batalha de Pedroso pelo rei Garcia da Galiza, que tomou para si o título de Rei da Galiza e Portucale, unindo efemeramente galegos e portugueses. Uns meses mais tarde, Garcia, filho de Fernando, o Grande, foi derrotado pelos seus dois irmãos, Sancho II de Castela e Afonso VI de Leão, ficando prisioneiro até ao final dos seus dias. Apesar de recuperar o trono em 1072, na sequência da morte de Sancho de Castela, foi atraiçoado por Afonso de Leão (já também Rei de Castela pela morte de Sancho) e feito prisioneiro definitivamente, no castelo de Luna, até falecer, em 1090. Afonso VI de Leão, Castela, e agora também da Galiza e Portugal, vendo os seus irmãos afastados do poder, intitula-se então 'imperador das Hispânias, pensa-se, por influência bizantina. Pouco tempo depois, separou de novo a Galiza e Portugal, cujo governo foi entregue aos seus genros, Raimundo da Borgonha e Henrique da Borgonha.

A esta altura, o vigor das investidas Almorávidas recomendava a distribuição dos poderes militares, para melhor reforçar o território: um comando na zona central, entregue ao próprio rei Afonso VI, outro, não oficial, exercido por El Cid em Valência, e o terceiro a ocidente, entregue a Raimundo; este último não conseguiu defender eficazmente a linha do Tejo — tendo já perdido Lisboa, que fora cedida aos Leoneses pelo rei taifa de Badajoz, juntamente com Santarém, que estava também prestes a cair nas mãos dos Almorávidas — e essa será uma das razões que atribuem alguns historiadores modernos à decisão tomada por Afonso VI de reforçar ainda mais a defesa militar ocidental, dividindo em duas a zona atribuída inicialmente a Raimundo, entregando a mais exposta a Henrique de Borgonha.

Um segundo Condado, constituído em feudo do rei Afonso VI de Leão e Castela e oferecido a Henrique de Borgonha em 1095, um borguinhão que veio auxiliá-lo na Reconquista de terras aos Mouros, tendo também recebido a mão de sua filha Teresa de Leão. Este último condado era muito maior em extensão, já que abarcava também os territórios do antigo condado de Coimbra, suprimido em 1091, partes de Trás-os-Montes e ainda do Sul da Galiza (mormente da diocese de Tui). De notar que Condado é um termo genérico para designar o Território Portucalense, já que os seus chefes eram alternativamente intitulados Comite (conde), Dux (duque) ou Princeps (Príncipe).

Em 1096 o Conde D. Henrique de Borgonha,passa a ser Conde de Portucale. Na prática, o Condado Portucalense deixava de ser dependente do Reino de Galiza, para prestar vassalagem directamente ao Reino de Leão, o que provocou um grande descontentamento entre a nobreza galega.
Tanto o Conde Henrique como depois a Rainha Teresa encaminharam o condado de Portugal por um
novo processo de independência gradual.

D. Henrique esteve ausente do Condado em situações de campanhas à Terra Santa nas Cruzadas, regressado numa dessas situações, Afonso VI havia morrido e seu filho era já um rapaz “que já tomava armas e andava com ele na guerra” (Fernando Oliveira). D. Henrique deslocou-se a Astorga para estabelecer paz com D. Urraca, agora rainha de Castela. Acaba por morrer em 1112 ainda nessa localidade. Passa sua mulher, D. Teresa, a governar o condado durante a menoridade do filho de ambos, Afonso Henriques.

D. Teresa começa (1121) a intitular-se «Rainha», mas os conflitos com o alto clero e sobretudo a intimidade com Fernão Peres, fidalgo galego a quem entregara o governo dos distritos do Porto e Coimbra, trouxeram-lhe a revolta dos Portucalenses e do próprio filho, sistematicamente afastados, por estranhos, da gerência dos negócios públicos. Em 1120, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe (que apoiava o partido dos Travas), sob a direcção do arcebispo de Braga.

Aos catorze anos de idade (1125), o jovem Afonso Henriques arma-se a si próprio cavaleiro – segundo o costume dos reis – tornando-se assim guerreiro independente.

 

Corria o ano de 1127. Por esse tempo governava a monarquia de Leão D. Afonso Vll, filho sucessor de D. Urraca, o qual, para inutilizar os propósitos de D. Teresa, exigiu que esta lhe prestasse obediência, ao que ela se negou. Então, aquele rei, invadindo o Condado, foi pôr cerco a Guimarães, onde se encontrava o infante D. Afonso Henriques, que teria sido prisioneiro se, um honrado fidalgo, chamado Egas Moniz, não houvesse ficado por fiador pela vassalagem que D. Afonso Henriques, sem tropas suficientes para resistir, fora obrigado a prometer a D. Afonso Vll.

Com o seu ardor guerreiro, D. Afonso Henriques, depressa esqueceu os compromissos que havia assumido. Não só deixou de prestar a tal vassalagem, como até invadiu a Galiza. Em face disso, Egas Moniz partiu, com risco da própria vida, para Toledo (Espanha), na companhia da mulher e filhos, a apresentar-se ao rei de Leão, para remissão da sua palavra não cumprida. D. Afonso Vll, maravilhado com este gesto de honra, perdoou-lhe e mandou-o em paz.

D. Afonso Henriques exigiu que a mãe lhe entregasse a governação do Condado, mas esta recusou. Então, o ainda Infante, revoltou-se e marchou contra ela à frente das suas hostes, com os seus fieis guerreiros: Soeiro Mendes de Sousa «O Grosso»; Gonçalo Mendes de Sousa «Sousão»; Egas Moniz de Ribadouro «O Aio»; Ermígio Moniz de Ribadouro; Gonçalo Mendes da Maia «O Lidador»;  D. Paio Soares da Maia «Arcebispo de Braga»; Sancho Nunes de Barbosa;  Afonso Nunes de Barbosa;  Fernão Captivo «Alféres-Mor»; Egas Moniz de Cresconhe; Paio Mendes; Paio Ramires Ramirão; Nuno Soares Velho; Godinho Fafes de Lanhoso; Garcia Soares; entre muitos outros,  derrotando-a na Batalha de São Mamede, próximo de Guimarães, em 1128. D. Afonso Henriques, a partir desta data, tomou conta dos negócios do Condado. D. Teresa, segundo a tradição, recolheu, como cativa, ao castelo de Lanhoso, e os seus principais partidários foram expulsos de Portugal. Consagrou-se a sua autoridade no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. Consciente da importância das forças que ameaçavam o seu poder, concentrou os seus esforços em negociações junto da Santa Sé com um duplo objectivo: alcançar a plena autonomia da Igreja portuguesa e obter o reconhecimento do Reino.

 

Numa das incursões que os cristãos faziam em terra de mouros para apreenderem gado, escravos e outros despojos, em 1139, inesperadamente, um exército mouro saiu-lhes ao encontro e, apesar da inferioridade numérica, os cristãos venceram – Batalha de Ourique. A vitória cristã foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu autoproclamar-se Rei de Portugal (ou foi aclamado pelas suas tropas ainda no campo de batalha), tendo a sua chancelaria começado a usar a intitulação Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses) a partir 1140.

O reconhecimento de Castela chegou em 1143, com o tratado de Zamora, e deve-se ao desejo de Afonso VII de Leão e Castela em tomar o título de imperador de toda a Hispânia e, como tal, necessitar de reis como vassalos). Desde então, Afonso I procurou consolidar a independência por si declarada. Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos conventos. Procurou também conquistar terreno a sul, povoado então por mouros: Leiria em 1135, Santarém em 1146, Lisboa, Almada e Palmela em 1147, Alcácer em 1160 e depois quase todo o Alentejo, que posteriormente seria recuperado pelos mouros.

Em 1179 o papa Alexandre III reconheceu Portugal como país independente e vassalo da Igreja, através da Bula Manifestis Probatum. De 1166 a 1168, D. Afonso Henriques apoderara-se de várias praças pertencentes à coroa leonesa. Fernando II de Leão estava a repovoar Ciudad Rodrigo e o português, suspeitando que o seu genro estava a fortificar a cidade para o atacar, enviou um exército comandado pelo seu filho, o infante D. Sancho, contra aquela praça. O rei leonês foi em auxílio da cidade ameaçada e derrotou as tropas portuguesas, fazendo um grande número de prisioneiros. Em resposta, D. Afonso Henriques entrou pela Galiza, tomou Tui e vários outros castelos, e em 1169 atacou primeiro Cáceres. Depois voltou-se contra Badajoz na posse dos sarracenos, mas que pertenceria a Leão, conforme o acordado no tratado de Sahagún assinado entre aquele reino e Castela.

Não obstante, sem respeitar estas convenções nem os laços de parentesco que o uniam a Fernando, o rei português cercou Badajoz para a conquistar para Portugal. Quando os muçulmanos já estavam cercados na alcáçova, Fernando de Leão apresentou-se com as suas hostes e atacou D. Afonso nas ruas da cidade. Percebendo a impossibilidade de manter a luta, Afonso terá tentado fugir a cavalo, mas ao passar pelas portas ter-se-á ferido na coxa contra um dos ferros que a guarneciam. Fernando tratou o seu sogro prisioneiro com nobreza e generosidade, chamando os seus melhores médicos para o tratar. Esta campanha teve como resultado um tratado de paz entre ambos os reinos, assinado em Pontevedra, em virtude do qual Afonso foi libertado, com a única condição de devolver a Fernando cidades extremenhas (da Extremadura espanhola) tais como Cáceres, Badajoz, Trujillo, Santa Cruz ,Monfragüe e Montánchez, que havia conquistado a Leão. Estabeleciam-se assim as fronteiras de Portugal com Leão e a Galiza. E mais tarde, quando os muçulmanos sitiaram Santarém, o leonês auxiliou imediatamente o rei português. Afonso Henrique morreu em 6 de Dezembro de 1185

 

[Sancho I]

Em 1170, Sancho foi armado cavaleiro pelo seu pai logo após o acidente de D. Afonso Henriques em Badajoz e tornou-se seu braço direito, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista administrativo. Sancho deu por finda as guerras fronteiriças pela posse da Galiza e dedicou-se a guerrear os Mouros localizados a Sul. Aproveitou a passagem pelo porto de Lisboa dos cruzados da terceira cruzada, na primavera de 1189, para conquistar Silves, um importante centro administrativo e económico do Sul, com população estimada em 20.000 pessoas. Sancho I – o Povoador, dedicou muito do seu esforço governativo à organização política, administrativa e económica do seu reino. Acumulou um tesouro real e incentivou a criação de indústrias, bem como a classe média de comerciantes e mercadores. Sancho I concedeu várias cartas de foral principalmente na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), etc., criando assim novas cidades, e povoando áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha.

 

[Afonso II]

Afonso sucedeu ao seu pai em 1211. O reinado de Afonso II caracterizou um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista dos seus antecessores. Afonso II não contestou as suas fronteiras com Galiza e Castela, nem procurou a expansão para Sul (não obstante no seu reinado ter sido tomada aos Mouros a cidade de Alcácer do Sal, em 1217, mas por iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa), preferindo sim consolidar a estrutura económica e social do país. O primeiro conjunto de leis portuguesas é de sua autoria e visam principalmente temas como a propriedade privada, direito civil e cunhagem de moeda. Foram ainda enviadas embaixadas a diversos países europeus, com o objectivo de estabelecer tratados comerciais. Apesar de, como já dissemos, não ter tido preocupações militares, enviou tropas portuguesas que, ao lado de castelhanas, aragonesas e francesas, combateram bravamente na célebre Batalha de Navas de Tolosa na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos. No combate, as forças de Castela, que eram o maior contingente, actuaram no centro juntamente com as de Portugal, apoiadas nos flancos pelos dois outros reis cristãos, o de Navarra e o de Aragão. Leão não participou!

 

[Sancho II]

Por altura da sua coroação, Portugal encontrava-se envolvido num sério conflito diplomático com a Igreja Católica. Seu pai, o rei Afonso II, havia sido excomungado pelo Papa Honório III, pelas suas tentativas de reduzir o poder da Igreja dentro do país. Sancho II assinou um tratado de 10 pontos com o Papa, mas não fez muita questão em passá-lo à prática, dando mais atenção à Reconquista da Península Ibérica. Sancho II conquistou várias cidades no Algarve e no Alentejo tendo, para tal, muito contribuído a acção da Ordem de Santiago. Esta Ordem militar recebeu como pagamento dos serviços prestados diversas povoações, tais como Aljustrel, Sesimbra, Aljafar de Pena, Mértola, Aiamonte e Tavira.

Sancho II provou ser um general capaz e eficiente, mas no campo administrativo mostrou-se menos dotado. O rei manteve-se sobretudo interessado pelo lado militar do seu reinado e assim abriu o flanco para disputas internas e intrigas da nobreza. Com a situação da Igreja bastante comprometida, o bispo do Porto Martinho Rodrigues fez uma queixa formal ao Papa, que no século XIII detinha poder de colocar e retirar coroas conforme os seus interesses.

 

 

[Afonso III – O Bolonhês]

Como segundo filho, Afonso não era suposto herdar o trono destinado a Sancho e por isso fez a vida em França, onde casou com Matilde II de Bolonha em 1235, tornando-se assim conde jure uxoris de Bolonha. Todavia, em 1246, os conflitos entre Sancho II e a Igreja tornaram-se insustentáveis e o Papa Inocêncio IV ordenou a substituição do rei pelo conde de Bolonha. Afonso não ignorou a ordem papal e dirigiu-se a Portugal, onde se fez coroar rei em 1248 após o exílio e morte de Sancho II em Toledo. Afonso III ficou conhecido como conquistador do Algarve, mas a verdade é que já devia estar conquistado. Conquistou apenas os castelos de Faro, Albufeira e Porches, com a ajuda das ordens militares.Em 1254, na cidade de Leiria convocou a primeira reunião das Cortes, a assembleia-geral do reino, com representantes de todos os espectros da sociedade. Afonso preparou legislação que restringia a possibilidade das classes altas cometerem abusos sobre a população menos favorecida e concedeu inúmeros privilégios à Igreja. Recordado como excelente administrador, Afonso III organizou a administração pública, fundou várias vilas e concedeu o privilégio de cidade através do edito de várias cartas de foral.

Afonso X de Castela reclama o direito sobre os Castelos do Algarve e queixa-se ao Papa. Este facto pode Ter várias possibilidades de explicação devido à facto de indicações concretas: uma cedência do rei mouro de Niebla perante o avanço da Reconquista; uma concessão de Sancho II em retribuição do apoio do infante Afonso X; direito proveniente das conquistas de Paio Peres Correia. No entanto, a sua atitude parece estar relacionada com a guerra civil que se gerou no tempo de Sancho II o qual ele apoiou. A acreditar nas Bulas tudo provinha do tempo em que Sancho II era vivo, em que Afonso III pretendeu recuperar as concessões no Algarve, que o rei Sancho II dera ao infante Afonso X, por sua liberdade. Inocêncio VI não toma decisão alguma. No entanto, Afonso X já tinha ideias de restaurar a Sé de Silves para assim ter poder no Algarve. O assunto ficou resolvido em Chaves ( 1253 ) com um acordo cujo documento se desconhece e em que se previa a partilha do Algarve pelos dois monarcas, ao mesmo tempo que se fixa o casamento do rei de Portugal ( ao mesmo tempo que é casado com Matilde de Bolonha ) com Beatriz, filha bastarda do rei de Castela.

Nas "Cortes" que tiveram lugar em Leiria foram convocados pela primeira vez representantes do povo. Definiu as fronteiras de Portugal.

No final da sua vida, viu-se envolvido em conflitos com a Igreja, tendo sido excomungado em 1268 pelo arcebispo de Braga e pelos bispos de Coimbra e Porto, à semelhança dos reis que o precederam. O clero havia aprovado um libelo contendo quarenta e três queixas contra o monarca, entre as quais se achavam o impedimento aos bispos de cobrarem os dízimos, utilização dos fundos destinados à construção dos templos, obrigação dos clérigos a trabalhar nas obras das muralhas das vilas, prisão e execução de clérigos sem autorização dos bispos, ameaças de morte ao arcebispo e aos bispos e, ainda, a nomeação de judeus para cargos de grande importância.

O rei, que era muito querido pelos portugueses por decisões como a da abolição da anúduva (imposto do trabalho braçal gratuito, que obrigava as gentes a trabalhar na construção e reparação de castelos e palácios, muros, fossos e outras obras militares), recebeu apoio das cortes de Santarém em Janeiro de 1274, onde foi nomeada uma comissão para fazer um inquérito às acusações que os bispos faziam ao rei. A comissão, composta maioritariamente por adeptos do rei, absolveu-o. O Papa Gregório X, porém, não aceitou a resolução tomada nas cortes de Santarém e mandou que se excomungasse o rei e fosse lançado interdito sobre o reino em 1277.

 

 


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